Juíza favorece Qualcomm e defende banimento de alguns iPhones nos EUA

A épica batalha entre Apple e Qualcomm acaba de chegar a um novo patamar. Como informou hoje a CNET, uma juíza da International Trade Commission (ITC) declarou hoje que a Maçã realmente infringiu, com alguns iPhones, uma das patentes envolvidas no imbróglio judicial entre as duas empresas e recomendou o banimento dos smartphones afetados nos Estados Unidos.

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Explico: hoje mais cedo, a juíza MaryJoan McNamara declarou que a Apple infringiu a patente de número 8.063.674, que refere-se ao controle de energia em dispositivos móveis. As outras duas patentes envolvidas no processo passaram incólumes, mas isso não impediu a juíza de recomendar o banimento dos iPhones envolvidos na infração em território americano.

A decisão não tem qualquer efeito prático, já que McNamara ainda enviará suas considerações a um painel de juízes da ITC que, aí sim, julgarão a procedência das suas declarações e votarão se a Apple realmente infringiu a patente em questão, caminhando para interromper a venda dos iPhones; em seguida, a decisão segue para o presidente Trump.

Enquanto tudo isso acontecia, a ITC postou em seu site uma nota afirmando que um dos seus painéis julgou improcedente uma outra acusação da Qualcomm, com base em outra patente — essa, referente a uma tecnologia para economia de bateria. Para deixar claro, as decisões não estão ligadas: nesse caso específico indeferido hoje, a Apple escapou de um banimento de iPhones, mas a outra acusação, descrita nos parágrafos anteriores, ainda pode ser considerada válida pelo painel — teremos de aguardar os próximos meses.

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Apple e Qualcomm não comentaram o caso — o que não significa que as empresas estão quietinhas, como veremos abaixo.

5G

Na mais recente rodada de argumentações perante a ITC, tanto a Apple quanto a Qualcomm declararam que são peças-chave no futuro da tecnologia 5G e, portanto, o ataque uma à outra pode ser prejudicial para as telecomunicações. As informações são da Bloomberg.

A Apple afirmou que as práticas anticompetitivas da Qualcomm podem prejudicar os avanços na área — se a Intel, atual fornecedora da Maçã, fosse impedida de fornecer chips para os iPhones vendidos nos EUA, por exemplo, isso poderia significar uma desaceleração nos seus estudos sobre a tecnologia, prejudicando ainda mais a concorrência.

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A Qualcomm, do seu lado, afirmou que o argumento da Maçã era uma besteira, já que a sua concorrência real no desenvolvimento de modems 5G está na Ásia; se a Apple continuar vendendo iPhones sem pagar as taxas devidas pelas patentes da empresa, poderia causar um rombo nas finanças que levaria a Qualcomm (e, consequentemente, os EUA) a perder a dianteira no desenvolvimento dessas tecnologias.

E assim a disputa continua. Vamos ver o que sairá dessa história toda…

via Cult of Mac, 9to5Mac

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