Intel desiste e afirma que não fabricará modems 5G para smartphones

Hoje, como informamos, Apple e Qualcomm chegaram a um acordo e encerraram todas as disputas que vinham travando em diversos tribunais pelo mundo. Sem dúvida nenhuma, um grande incentivo para que a Apple tomar tal atitude foi a sua relação com a Intel, que estava estremecida por contas dos supostos atrasos da fabricante de chips em conseguir entregar um modem 5G capaz, com as especificações exigidas pela Maçã.

Bem, podemos tirar esse “suposto” da frase acima, pois agora temos provas concretas de que as coisas não estavam nada boas: em um comunicado para a imprensa, a Intel afirmou hoje que está deixando o mercado de modems 5G para smartphones e focando seus esforços na tecnologia 5G para infraestrutura de rede e outras oportunidades envolvendo dados.

A empresa continuará fabricando modems 4G para smartphones, atendendo à demanda de seus atuais parceiros, mas não investirá mais numa linha de produção 5G para lançamentos que estavam planejados para 2020.

“Estamos muito empolgados com a oportunidade do 5G e com a ‘cloudificação’ da rede, mas no negócio de modem para smartphones ficou evidente que não há um caminho claro para a lucratividade e retornos positivos”, disse o CEO da Intel, Bob Swan. “O 5G continua a ser uma prioridade estratégica em toda a Intel, e nossa equipe desenvolveu um valioso portfólio de produtos sem fio e de propriedade intelectual. Estamos avaliando nossas opções para perceber o valor que criamos, incluindo as oportunidades em uma ampla variedade de plataformas e dispositivos centrados em dados em um mundo 5G.”

A Intel falará mais sobre o assunto no evento (uma teleconferência) marcado para divulgar os resultados financeiros do seu último trimestre fiscal, que ocorrerá no dia 25 de abril.

Fica agora dúvida sobre a ordem dos acontecimentos: será que a Intel desistiu do mercado de modems 5G para smartphones e a Apple se viu obrigada a se reaproximar da Qualcomm (já que, aparentemente, não queria fechar negócios com Samsung, MediaTek, Huawei e companhia); ou será que foi o acordo da Apple com a Qualcomm fez a Intel pular fora desse mercado?

Particularmente, penso que a Intel tomou a decisão primeiro e a Apple se viu numa encruzilhada. Mas o fato é que a ordem dos fatores não altera o produto.

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