Recorde em Serviços, iPads Pro fazendo sucesso… confira os destaques do 2º trimestre fiscal de 2019 da Apple

Como esperado, a Apple divulgou ontem os resultados financeiros do seu segundo trimestre fiscal de 2019. A receita no período foi de US$58 bilhões (-5% se comparado ao mesmo período de 2018), com lucro líquido de US$11,6 bilhões (-16%) e ganhos por ação diluída de US$2,46 (-10%). Vendas internacionais compreenderam 61% de todo o faturamento trimestral e a margem de bruta no período foi de 37,6% (se levarmos em conta apenas produtos, a margem foi de 31,2%).

Como de costume, o CEO1 Tim Cook e o CFO2 Luca Maestri realizaram uma conferência em áudio para anunciar os resultados e comentarem um pouco o desempenho da empresa no último período — e a projeção para o que ainda vem por aí. Nesse evento, seja durante as falas dos executivos ou na sessão de perguntas e respostas com analistas/jornalistas, sempre pintam informações interessantes. E nós, é claro, acompanhamos tudo de perto para trazer os destaques do último trimestre da Maçã para você.

Os destaques

Os resultados financeiros da empresa ficaram dentro do esperado pela Apple, porém, perto do que eles chamam de “limite superior do intervalo de orientação” (ou seja, lá perto do topo da previsão).

“Vemos isso como um resultado positivo, apesar dos ventos contrários das taxas de câmbio”, disse Cook. Os números também surpreenderam o mercado financeiro como um todo, que estavam esperando um resultado inferior. Por isso, as ações da Apple abriram o dia hoje numa forte alta.

Ações da Apple no meio do pregão (1º de maio)

Alguns fatores contribuíram para isso: o segmento Serviços (com o melhor trimestre da história, faturamento de US$11,5 bilhões e recordes para a App Store, o AppleCare, o Apple Pay, o iCloud e mais); o segmento iPad (graças aos iPads Pro, as receitas aumentaram 21,5%, a maior dos últimos seis anos, com crescimento em todos os segmentos geográficos e cerca de metade dos dispositivos vendidos para novos usuários); e o segmento Vestíveis (Apple Watch, AirPods e outros, que cresceram quase 50%) — o CEO enfatizou que os AirPods (já à venda no Brasil) “são um fenômeno cultural”, enquanto o CFO afirmou que o Apple Watch é o smartwatch mais vendido do mundo e que 75% das vendas foram para pessoas que nunca usaram um Watch antes.

Falando do Apple Pay, a empresa quer terminar 2019 com o serviço presente em 40 mercados — em breve, ele deverá chegar à Holanda. O transporte público de Nova York deverá passar a aceitar pagamentos via Apple Pay até o meio do ano — aqui no Brasil, o MetrôRio anunciou a novidade nesta semana — e a Ticketmaster anunciou que aceitará pagamentos na web usando o Apple Pay, bem como a maioria dos estádios nos quais ocorrem jogos da NFL3. Até o fim do ano, serão mais de 10 bilhões de transações usando o serviço!

Apple Pay no Brasil

São agora mais de 390 milhões de usuários assinando algum tipo de serviço da Maçã (armazenamento do iCloud, Apple Music e Apple News+), um aumento de 30 milhões em relação ao trimestre passado e de 120 milhões se comparamos com os números do mesmo trimestre em 2018. Para 2020, a expectativa da Apple é atingir 500 milhões de assinaturas (afinal, Apple Arcade e Apple TV+ estão vindo aí). As assinaturas em aplicativos de terceiros também viram um ótimo crescimento, na casa dos 40%.

Segundo Cook, as recentes reduções de preços de produtos na China foram bem recebidas pelo público, fazendo a performance no país melhorar — além, é claro, dos incentivos governamentais e das negociações entre Estados Unidos e China na guerra de tarifas.

Resta saber se essas reduções de preços chegarão a outros países além de China e Índia — a explicação dada por Cook para esses ajustes nos valores casa perfeitamente com a nossa realidade aqui no Brasil, mas até agora nada por aqui (tirando algumas promoções eventuais feitas por redes varejistas)…

A base instalada ativa de dispositivos Apple continua crescendo em todos os segmentos geográficos onde a empresa atua e estabeleceu um novo recorde no trimestre (para todas as principais categorias de produtos).

Família atual de Macs (Mac mini, MacBook Air, iMac, MacBook Pro e MacBook)

Sobre os números referentes aos Macs, Cook acredita que eles foram bastante impactados por conta de restrições no fornecimento de processadores (essa Intel…). Mesmo assim, a base instalada de Macs atingiu um novo recorde e cerca de metade dos computadores vendidos no trimestre foram para novos usuários que não faziam parte do ecossistema.

Neste trimestre, levamos o aplicativo ECG do Apple Watch Series 4 para Hong Kong e 19 países europeus. Assim como nos EUA, dificilmente um dia se passa sem eu receber uma carta ou email de um cliente em um desses países, falando sobre como esse recurso mudou significativamente sua vida. Acreditamos que estamos apenas começando a explorar maneiras pelas quais podemos ajudar as pessoas a explorar ativamente sua saúde… outros exemplos são o Apple Heart Study, em parceria com a Stanford, e os Apple Health Records em instituições médicas e no Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA.

Cook também comentou estar bastante empolgado em relação aos lançamentos de 2019 (hardware, software e serviços) e não vê a hora de compartilhar um pouco dessas novidades na WWDC19, que acontecerá entre os dias 3 e 7 de junho.

iPhone XS Max
iPhone XS Max | Imagem: Shutterstock.com

A satisfação do cliente continua nas alturas, segundo uma pesquisa da 451 Research: colocando os iPhones atuais (XS, XS Max e XR) no mesmo bolo, temos 99% de satisfação. Ainda que as vendas estejam em baixa, a Apple viu quatro vezes mais volume no seu programa de trade-in! Além disso, 81% das empresas pesquisadas planejam comprar iPhones. Mudando para iPads, a taxa de satisfação dos clientes ficou em 93%, sendo que 77% dos consumidores e 75% das empresas planejam comprar novos modelos.

A Apple fechou o trimestre com US$225 bilhões em caixa/títulos negociáveis, com uma liquidez de quase US$113 bilhões — o que possibilita fazer investimentos em basicamente qualquer área de negócios. A prioridade da empresa, entretanto, continua a mesma: manter o caixa necessário para rodar a operação, mirando uma posição mais neutra de caixa líquido. Dada a confiança no futuro da empresa, o Conselho de Administração autorizou uma recompra de ações adicional de US$75 bilhões. Os dividendos trimestrais também foram aumentados pela sétima vez em menos de sete anos, para US$0,77.

Perguntas e respostas

Shannon Cross, da Cross Research, questionou Cook sobre o acordo com a Qualcomm. O CEO da Apple se limitou a dizer que a empresa está contente em deixar a briga para trás e feliz em ter um contrato de fornecimento plurianual, afirmando ainda se sentir bem com o desfecho.

Perguntado sobre os investimentos que já estão e que ainda deverão ser feitos nos novos serviços (Apple Arcade e Apple TV+), Maestri afirmou que, apesar de eles realmente precisarem investir pesado, os serviços possuem uma margem muito boa de cerca de 60%, sendo algo muito positivo para o ecossistema da Apple.

Katy Huberty, do Morgan Stanley, notou que a receita trimestral do próximo trimestre normalmente caiu cerca de 15% nos últimos cinco anos fiscais, mas que agora a Apple espera uma queda sequencial de “apenas” 8%. O CFO respondeu que a empresa está numa onda forte de crescimento de receitas em categorias que não são do iPhone e que o cenário na China deverá continuar melhorando.

Sobre a Índia, Cook mencionou — como já divulgamos aqui — que a empresa está fabricando produtos lá e que isso é bastante importante para os planos da Apple, já que tal requisito é necessário para a implantação de lojas nos país.

O trimestre fiscal em gráficos

Segundo trimestre fiscal de 2019 da Apple em gráficos

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Segundo trimestre fiscal de 2019 da Apple em gráficos

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Segundo trimestre fiscal de 2019 da Apple em gráficos

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Segundo trimestre fiscal de 2019 da Apple em gráficos

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Segundo trimestre fiscal de 2019 da Apple em gráficos

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Segundo trimestre fiscal de 2019 da Apple em gráficos

Projeções para o próximo trimestre fiscal

Olhando à frente para o terceiro trimestre fiscal de 2019, a Apple prevê uma receita de US$52,5-54,5 bilhões, margem bruta entre 37% e 38%, gastos operacionais entre US$8,7 e US$8,8 bilhões, outras receitas/(despesas) de US$250 milhões e uma taxa de impostos de aproximadamente 16,5%.

via MacRumors, AppleInsider, MacStories

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