Consumidores processam Apple por suposta venda de informações do iTunes

Apple, Apple, Apple: essa é para provar que até os paladinos da privacidade e da defesa do usuário também têm seus momentos, digamos, de fraqueza — segundo alguns dos seus próprios usuários, isto é. Basta ver essa história trazida pela Bloomberg.

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De acordo com a agência, um grupo de clientes da Apple moveu uma ação coletiva contra a empresa alegando que suas informações pessoais relacionadas ao iTunes e ao Apple Music foram vendidas a parceiras da Maçã sem o consentimento deles. Isso representa uma prática que, se comprovada verdadeira, não é revelada pela gigante de Cupertino — e que vai contra toda a imagem e as políticas da empresa, naturalmente.

Os consumidores em questão, dos estados americanos de Michigan e de Rhode Island, afirmam que a Apple comercializa dados de “centenas de milhares” de clientes; parceiros anônimos poderiam adquirir listas com usuários do iTunes que se encaixam em certos parâmetros, como grau de escolaridade ou padrão de compra de músicas. Os compradores desses dados, então, os cruzariam com outras informações fornecidas pela Maçã para criar perfis únicos dos consumidores e vendê-los a anunciantes.

Os documentos da acusação apontam para a campanha recente da Apple focada em privacidade, afirmando que a frase de efeito empregada pela Maçã — “o que acontece no seu iPhone fica no seu iPhone” — simplesmente não é verdadeira, já que a empresa estaria vendendo informações por debaixo dos panos. Não está claro que tipo de indício ou prova para essa acusação foi oferecido pela parte queixosa.

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Caso fique comprovado que a Apple realmente vende informações pessoais relacionadas ao iTunes, a empresa pode estar em apuros: a prática é ilegal nos estados dos queixosos e em muitos outros estados americanos (bem como países). Os consumidores que moveram a ação pedem uma restituição de US$250 para cada cliente de Rhode Island afetado e US$5.000 para cada cliente de Michigan, com base nas leis de cada estado.

A ação está sendo movida na Corte do Distrito do Norte da Califórnia, e a Apple certamente acompanhará seus procedimentos bem de perto. Uma derrota nesse tipo de questão, afinal, poderia gerar uma avalanche de outras ações parecidas.

Veremos.

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via AppleInsider

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