“Ice Lake”: Intel revela detalhes da sua 10ª geração de chips

No fim do ano passado, comentamos as primeiras informações sobre a nova arquitetura de chips de 10 nanômetros da Intel, batizada de “Sunny Cove”. Agora, a fabricante de chips deu ainda mais detalhes dos chips “Ice Lake”, a 10ª geração da fabricante.

Os processadores “Ice Lake” combinam o novo design com os gráficos da Gen11. Ainda que com certo atraso, as notícias são positivas para as fabricantes, já que a Intel deverá cumprir o seu prazo e comercializará os novos chips a partir do meio deste ano.

O lançamento deverá inaugurar uma nova série de laptops “mais finos, mais rápidos e mais capazes”, de acordo com a CNET. Apesar das novidades na produção, os novos chips da Intel não serão os mais potentes da fabricante, diferentemente dos processadores Core da série H, anunciados no mês passado.

A primeira leva de chips de 10nm da Intel cobrirá diversas gerações de processadores, desde o Core i3 até o Core i7; eles possuirão até quatro núcleos e oito threads, com uma frequência máxima/clock de 4,1GHz e mínima de 1,1GHz. Como dissemos, o “Ice Lake” é voltado para o mercado de portáteis e, por isso, contará com opções de 9W, 15W e 28W.

Especificações dos chips "Ice Lake"

A Intel também afirmou que é a primeira a habilitar a inteligência artificial de alto desempenho a partir da sua tecnologia DL Boost, capaz de auxiliar em cargas de trabalho de baixa latência. A arquitetura de gráficos Gen11 dos processadores “Ice Lake” fornece, ainda, desempenho de computação vetorial na casa do teraflop ao tempo em que reduz o consumo de energia.

Os gráficos Intel Iris Plus, por sua vez, oferecem quase o dobro do desempenho para renderização, incluindo codificação HEVC com suporte a 4K HDR1. Ademais, eles são capazes de fornecer o dobro de quadros por segundo (frames per second, ou FPS) em jogos do que o oferecido anteriormente. O suporte integrado a Thunderbolt 3 e Wi-Fi 6 ajuda a reforçar sua conectividade (o Wi-Fi, inclusive, poderá chegar a velocidades gigabit).

A baixa energia térmica dos processadores “Ice Lake” faz deles bons candidatos para Macs do futuro, embora dificilmente a Apple adote-os em dispositivos de alta-performance como o MacBook Pro ou o iMac Pro, por exemplo. Isso é claro, se a empresa não virar a chave e passar a usar os seus próprios chips também em Macs. Veremos.

Posts relacionados

Comentários