Taptic Engine: como a Apple domina a tecnologia de resposta tátil

Em 2014, a Apple lançou o primeiro Apple Watch e, com ele, um novo componente que passou a integrar quase todos os produtos da Maçã: falo do Taptic Engine. O pequeno mas importante motor vibratório da Apple é responsável pela resposta tátil de Apple Watches, iPhones e Macs — e por dar vida ao 3D Touch e ao Haptic Feedback (presente no iPhone XR).

O origem do Taptic Engine

Ainda que o Taptic Engine seja um componente produzido pela Apple, a tecnologia por trás do motor vibratório certamente não é utilizada apenas por ela. Nesse sentido, a iFixit explica que, apesar de outras empresas terem investido na tecnologia, apenas a Apple conseguiu dominá-la.

Para entender as origens do uso dos motores vibratórios, precisamos voltar um pouco no tempo (mais precisamente para o final da década passada). Segundo a iFixit, como os smartphones começaram a perder seus teclados físicos, muitas empresas implementaram o toque com resposta tátil (como a BlackBerry com o Storm — praticamente o primeiro concorrente direto do iPhone —, que contava com uma tela “clicável”).

Além da BlackBerry, a Motorola também usou a resposta tátil para simular a sensação de pressionar um botão com o Rokr E8. A maioria dos smartphones que rodam o sistema Android (especialmente os fabricados antes de 2014) foram produzidos com um recurso “vibrar ao toque”, que é ativado automaticamente quando você toca na tela.

O diferencial da Apple

Porém, o que torna o Taptic Engine diferente de outras tecnologias hápticas é a engenharia que a Apple colocou nele, especialmente quanto ao tamanho desse componente, capaz de ser implementado tanto em pequenos dispositivos (Apple Watch) quanto em notebooks (trackpads de MacBooks, MacBooks Air e MacBooks Pro).

Dado esse esforço, a iFixit afirmou que a Apple chegou mais perto do que qualquer empresa de realmente substituir os botões mecânicos táteis nos seus gadgets, ainda que a maioria dos dispositivos Android utilizem, atualmente, o mesmo tipo de tecnologia usada pela Maçã no Taptic Engine (chamada Linear Resonant Actuator, ou LRA1).

Para a firma de reparos, tanto o sistema operacional móvel do Google quanto as fabricantes dos dispositivos que o rodam não aproveitaram (como a Apple) o uso dessa tecnologia — exceto a LG, que fez alguns “trabalhos louváveis com seus telefones V30 e V40” e o Google, que utiliza LRAs retangulares, semelhante ao Taptic Engine, capazes de realizar padrões de vibração mais articulados.

Deixando de lado o software, há outras coisas que tornam o Taptic Engine único e mais capaz do que seus irmãos LRA dentro de outros smartphones. Poderíamos nos debruçar sobre cada um em detalhes excruciantes, mas, para ser honesto, não acho que os detalhes importem tanto quanto a verdade dominante: o Taptic Engine é o rei dos hápticos porque a Apple se preocupa mais com o essa tecnologia do que com qualquer outra [fabricante] na indústria.

O futuro da tecnologia

Quanto ao futuro dessa tecnologia, a iFixit afirmou que componentes como o Taptic Engine poderão substituir, no futuro, os “teclados problemáticos da Apple” — em referência ao teclado dos MacBooks [Air/Pro] que enfrentam problemas devido ao mecanismo borboleta.

Nesse sentido, a firma ressuscitou a ideia de o Mac ganhar uma tela sensível capaz de identificar a força aplicada e oferecer diversos tipo de resposta em tempo real. Além de eliminar o problema dos atuais teclados com mecanismo borboleta, um teclado virtual também ajudaria a Apple a resolver o problema dos layouts em diferentes países — e possibilitaria a entrada da empresa no mercado de telas flexíveis.

via The Loop

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