Tim Cook foi à Casa Branca discutir a guerra comercial com a China

Tim Cook visitou, ontem, a capital dos Estados Unidos para discutir alguns assuntos com Donald Trump. Ainda que os detalhes da reunião não tenham sido divulgados, uma porta-voz da Casa Branca afirmou que CEO1 da Apple e o presidente americano conversaram sobre “comércio, investimentos, imigração e privacidade”.

O encontro fez parte do chamado American Workforce Policy Advisory Board (algo como Conselho Consultivo Americano de Políticas de Força de Trabalho), que nada mais é do que um grupo constituído por líderes corporativos para estimular a força de trabalho nos EUA. A iniciativa foi revelada no começo deste ano pelo Secretário do Comércio dos EUA, Wilbur Ross, e a filha do presidente, Ivanka Trump.

Não teria como uma reunião entre Cook e Trump acontecer sem que a guerra comercial entre os EUA e a China fosse discutida; afinal, o governo americano aumentou, no mês passado, a taxa de importação de certos produtos da Apple fabricados no território chinês. Isso, é claro, deixa a gigante de Cupertino preocupada quanto aos próximos passos da Casa Branca.

Com relação à possibilidade de aumentar ainda mais a tarifa sobre bens produzidos na China e importados para os EUA, Trump disse que tomará uma decisão em “algum momento” após a cúpula do G20, em Osaka (Japão) que acontecerá nos dias 28 e 29 deste mês.

Sobre os avanços na renovação da força de trabalho americana, Ivanka Trump elogiou os esforços da Apple acerca dessa iniciativa e destacou a importância de Cook no conselho.

O setor privado está realmente se dedicando. Garantimos compromissos. Tim Cook, da Apple, que esteve aqui hoje, tem sido uma força real no conselho consultivo e em seu compromisso com a aprendizagem ao longo da vida em geral.

Cook e Trump também devem ter debatido, ainda, sobre uma possível “situação antitruste” entre as gigantes de tecnologia nos EUA. Segundo o presidente americano, companhias como o Google, o Facebook e (implicitamente) a Apple, estariam promovendo visões liberais em suas plataformas, como divulgou a Bloomberg.

Tudo isso começou após o banimento de algumas figuras conservadoras dessas redes, que teriam cometido sérias infrações ao propagarem discursos de ódio e assédio. O Departamento de Justiça e a Federal Trade Commission (FTC) dividiram recentemente a supervisão do caso para investigar o Google, a Apple, a Amazon e o Facebook por tais “comportamentos anticompetitivos”.

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