Adobe dá mais detalhes do seu futuro app de pintura para iPad, o Fresco

mencionamos aqui rapidamente o projeto Gemini, da Adobe, que prometia levar a expertise da gigante dos softwares a um aplicativo de pintura e desenho para iPads. Pois hoje é o vosso dia, meus caros artistas digitais: a empresa revelou o nome definitivo do app, Fresco, e compartilhou mais detalhes sobre ele.

O nome do app já diz mais ou menos como ele vai funcionar: a Adobe está se baseando na técnica do afresco, que consiste em aplicar tinta diluída sobre uma camada de gesso ou argamassa ainda fresco, favorecendo a fixação dos pigmentos. Frequentemente, vemos afrescos em paredes, tetos e murais de grandes construções históricas — basta pensar nos pintores renascentistas, como Michelangelo e a sua Criação de Adão.

Para fazer com que suas tintas digitais se comportem mais ou menos da mesma forma que acontece na vida real, a Adobe está — claro — usando boas doses do Sensei, seu robô de inteligência artificial. Com isso, a empresa criou os Live Brushes, em que os pigmentos terão um comportamento muito mais natural e realista; ao pintar uma seção de vermelho e uma adjacente de amarelo, por exemplo, você poderá ver as bordas das seções interagindo e formando um tom de laranja.

O Fresco será disponibilizado para iPads, com foco em usuários com Apple Pencils (ou Logitech Crayons). Além dos pincéis padrões do app, usuários poderão baixar opções distintas de um repositório e mesmo importar os que já usam no Photoshop; o aplicativo terá, naturalmente, todas as ferramentas comuns para desenho e pintura, como camadas, máscaras, seleção, edição de formas e muito mais.

A Adobe ainda não revelou qual será o esquema de comercialização do app; espera-se que todas as suas ferramentas sejam disponibilizados para assinantes da suíte Creative Cloud, mas a empresa afirmou que “todos com o hardware certo poderão desenhar e pintar com o Fresco gratuitamente” — o que tanto pode sinalizar que o app será gratuito quanto pode ser um indicativo de que a empresa liberará somente alguns recursos de forma gratuita.

Por ora, aguardemos.

via AppleInsider

Posts relacionados

Comentários

5 comments

  1. Ter a interface elástica permitindo coisas como a color wheel permanentemente na tela, aquele atalho de um dedo para servir de alternador entre brush e eraser e acesso aos .abr já valem para testar o programa, sem contar os live brushes, algo sem paralelo no ipad pro. A aquarela é feita por simulação física, como era no corel painter por exemplo

    …o artrage até possui um pouco essa coisa de simulação mas é um programa meio tosquinho como um todo, esse ex-gemini agora fresco é o real deal, coisa feita pra libertar o povo da desgrama de usar o photoshop para arte (pra quem ainda faz isso) e massacrar os toy-apps de arte do ipad pro

    …mas isso tudo vai depender da monetização, se vender por preço fixo vira must buy para o ipad pro instantaneamente, se ficar naquela de aluguel pra poder instalar brushes, usar layers e etc, vai ser apenas um super adobe sketch e vai decepcionar muita gente

    A comunidade como um todo deseja que o programa tenha um preço fixo com todas as funções relativas a arte, quem quiser tomar o ki-suco da adobe cloud que pague aluguel, mas a ideia seria não precisar do desktop e usar o programa do começo ao fim de um projeto

  2. Pelo video não me empolgou.
    Parece ser mais técnico que artístico com o clássico jeitão das barras de ferramentas da Adobe.

Deixe uma resposta