Queda do iPhone puxa mercado de smartphones mais caros para baixo

A queda de vendas de iPhones, registrada desde os últimos meses do ano passado, continua a gerar reflexos no mercado de smartphones como um todo. Que o diga a mais recente pesquisa da Counterpoint Research, cobrindo o chamado segmento premium do mercado — composto pelos aparelhos acima dos US$400.

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Pesquisa da Counterpoint Research sobre segmento premium de smartphones, primeiro trimestre de 2019

Segundo a firma, o declínio dos aparelhos da Maçã puxou todo o segmento para baixo — o que, analisando pelo lado mais otimista, é um atestado da dominação da Apple no mundo dos smartphones mais caros. No primeiro trimestre de 2019, a venda de aparelhos acima de US$400 caiu 8% em relação ao mesmo período do ano anterior; as vendas da Apple, por sua vez, caíram 20%, segundo estimativa da Counterpoint.

Os analistas da empresa apontam uma razão principal para a queda da Apple: aparentemente, donos de iPhones estão mantendo seus aparelhos por mais tempo — o ciclo médio de trocas subiu de dois para três anos, por motivos que vão desde o preço crescente dos smartphones até as suas melhorias técnicas, que cada vez menos justificam trocas frequentes para aproveitar novos recursos.

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A Apple ainda é a líder do segmento com folga: ela tem 47% do mercado nas mãos. Ainda assim, a Samsung parece ser a empresa que mais está se aproveitando do vácuo da Maçã — por conta da queda nas vendas dos iPhones, a sul-coreana conquistou a maior fatia no segmento premium em sua história, 25%. Segundo a Counterpoint, isso pode ser atribuído principalmente ao fato de que a fabricante lançou, pela primeira vez, três modelos do seu carro-chefe (a linha Galaxy S) em 2019, em vez dos tradicionais dois. Mais opções, mais compradores — e os consumidores parecem ver um melhor custo/benefício nos integrantes da linha S10.

A Counterpoint afirmou ainda que, além da Apple, uma certa desaceleração do mercado chinês também contribuiu para a retração do mercado; com a chegada dos dispositivos 5G, entretanto, os consumidores chineses deverão voltar ao ritmo de antes. A Huawei deverá se beneficiar com isso — a empresa já é líder de mercado na China, e, mesmo com o boicote promovido pelo governo dos Estados Unidos, poderá manter sua trajetória de crescimento.

O gráfico abaixo mostra as líderes de mercado no segmento premium por região — respectivamente, América do Norte, Oriente Médio e África, América Latina, Europa Ocidental, Europa Central e Leste Europeu, China, e Ásia-Pacífico (excluindo a China). Interessante notar a liderança duradoura da Samsung nos nossos terrenos e a escalada do Google na América do Norte:

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Pesquisa da Counterpoint Research sobre segmento premium de smartphones, primeiro trimestre de 2019

Como será que veremos esses números nos próximos meses?

via Apple World Today

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