Amazon Music Unlimited está crescendo mais rápido que Apple Music e Spotify Serviço, ainda indisponível no Brasil, poderá ultrapassar a plataforma da Maçã em breve

Sempre que falamos aqui sobre a situação atual do mercado de streaming musical, comentamos como ele está basicamente dividido entre dois jogadores: um vencedor incontestável, o Spotify, e um vice-líder incansável, o Apple Music. Numa perspectiva global, entretanto, uma terceira roda está girando cada vez mais rápido.

Um relatório publicado recentemente pelo Financial Times1 mostrou que, sim, Spotify e Apple Music continuam no topo do mundo do streaming, mas o Amazon Music Unlimited está crescendo mais rápido que os dois principais concorrentes — de forma que, se o ritmo atual se mantiver pelos próximos anos, a plataforma da Maçã poderá perder a vice-liderança já em 2021.

Amazon Music Unlimited

Ao longo de 2018, o serviço de músicas da Amazon cresceu 70% em número de usuários pagantes; o Apple Music, por sua vez, tem uma taxa de crescimento estimada em 50% ao ano, enquanto o Spotify cresceu cerca de 25% ao longo de 2018. Em números absolutos, claro, a situação se inverte: o Spotify tem mais de 100 milhões de usuários pagantes, contra 60 milhões do Apple Music (números de abril) e 32 milhões da Amazon.

É bom notar que essa contagem de 32 milhões leva em conta não somente os assinantes do Amazon Music Unlimited, mas também os usuários do Amazon Prime Music, um serviço com catálogo reduzido que é oferecido gratuitamente a todos os assinantes do Amazon Prime.

Segundo a análise do Financial Times, a jogada de mestre da Amazon foi colar seu serviço à (extremamente popular) linha de alto-falantes inteligentes Echo e ao seu serviço Amazon Prime. O Music Unlimited custa, nos EUA, US$10 mensais, mesmo valor do Apple Music; o preço, entretanto, cai para US$8 se o usuário for assinante do Amazon Prime e cai mais ainda, para US$4, se o assinante quiser ouvir músicas somente em seus dispositivos Echo.

A Amazon também está fazendo sucesso com uma faixa etária superior à dos seus concorrentes: o serviço musical de Jeff Bezos tem 14% dos seus assinantes com 55 anos ou mais, enquanto o Spotify tem apenas 5% dos seus usuários nessa faixa. Ou seja, a estratégia da gigante do varejo pode não ser exatamente de cooptar usuários das plataformas rivais, e sim de apelar a públicos que tradicionalmente não são muito ligados em serviços de streaming.

Será interessante ver o resultado disso tudo quando o Amazon Music Unlimited expandir-se para mais mercados — como o Brasil, por exemplo.

via Cult of Mac

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