Apollo 11 na órbita da lua

Hoje, 16 de julho de 2019, comemora-se o aniversário de 50 anos do início da missão que levou a humanidade à Lua pela primeira vez. Foi naquela manhã de 16 de julho de 1969 que Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins embarcaram na Apollo 11 para, quatro dias depois, chegarem (os dois primeiros) ao solo lunar.

Obviamente, o mundo (e os Estados Unidos, em particular) estão comemorando o marco com entusiasmo. E uma das formas mais legais de lembrar da data é comparar o poder computacional das máquinas da Apollo 11 com um pequeno dispositivo que você tem hoje no seu bolso.

Foi exatamente o que fez o professor de ciência da computação Graham Kendall, da Universidade de Nottingham, em um artigo para The Conversation. O estudioso comparou a quantidade de RAM e ROM do Apollo Guidance Computer, o computador que guiou a primeira missão tripulada a pousar na Lua, com a de um iPhone XS em 2019 — e os resultados, como era de se esperar, são de cair o queixo.

O computador da Apollo 11 tinha 32.768 bits de RAM, o que é suficiente para armazenar um texto (não formatado) com cerca de 2.000 palavras — isto é, o equivalente a cerca de quatro artigos iguais a este que você está lendo. O iPhone XS, com 4GB de RAM (ou 34.359.738.368 bits), tem cerca de 1 milhão de vezes mais memória que o Apollo Guidance Computer.

A coisa fica ainda mais impressionante comparando a ROM: o computador de bordo da missão tinha apenas 72KB de memória somente de leitura. Um iPhone XS de 512GB, por sua vez, tem 7 milhões de vezes mais memória do tipo.

Comercial nacional do iPhone 6s

Em termos de poder de processamento, a revista ZME Science tem uma comparação ainda mais legal — e levando em conta não o iPhone XS, mas o iPhone 6. De acordo com os cálculos do artigo, o chip A8 daquele smartphone é capaz de processar cerca de 3,36 bilhões de instruções por segundo, o que significa que ele é cerca de 120 milhões de vezes mais rápido que o computador que guiou a humanidade à Lua pela primeira vez.

Obviamente, estamos comparando tecnologias com cinco décadas de distância entre elas, o que é nada mais que um exercício de espanto. Ainda assim, é legal imaginar como os profissionais da NASA conseguiram organizar uma missão tão ambiciosa com um poderio tecnológico que, se comparado com hoje, é quase nulo — mas era, à época, a última palavra em computação.

Nesse sentido, o artigo de The Conversation tem uma seção bem legal imaginando o que mudaria e o que permaneceria igual caso a missão da Apollo 11 fosse realizada em 2019, não em 1969. Segundo Kendall, o desenvolvimento do software para o computador da nave seria muito mais rápido, já que as máquinas para testar, compilar e rodar o código necessário são milhões de vezes mais potentes.

Outra mudança importante seria na interface do usuário: em vez do visual de calculadora, com botões e comandos numéricos, provavelmente teríamos comandos interativos numa tela sensível ao toque ou — numa perspectiva ainda mais avançada — uma interface holográfica, controlada por gestos ou o movimento dos olhos. Bem “Homem de Ferro”, não?

Curiosamente, um aspecto que não teria mudado em nada em relação a 1969 seria a comunicação entre a Apollo 11 e a Terra — afinal, ninguém descobriu, ainda, uma forma de se transmitir dados em velocidade superior à da luz. Como as imagens de hoje têm resolução (e tamanho) muito maior, as fotos da Lua demorariam bem mais para chegar… mas, ao menos, seriam muito mais vistosas.

Legal, não é?

via Cult of Mac

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