Reportagem descreve medidas da Apple para evitar vazamentos em fábricas A equipe de segurança da Maçã já descobriu até funcionários cavando um buraco para vazar peças

Responda rápido: na sua opinião, os vazamentos de produtos da Apple estão mais ou menos frequentes/reveladores de uns anos para cá?

Bom, independentemente da resposta, o The Information trouxe uma nova reportagem mostrando que esse tema definitivamente não passa batido na Apple: a empresa está montando uma verdadeira operação de segurança cada vez maior para evitar que protótipos, modelos, desenhos estruturais e conceitos escapem das suas fornecedoras chinesas.

A equipe responsável por essa fiscalização, conhecida como New Product Security Team (NPS), é composta por pessoas de todos os tipos, de profissionais de inteligência chineses (ou fluentes em mandarim) a ex-militares dos Estados Unidos. Desde a sua fundação, a equipe já desbaratou tentativas de roubo de todos os tipos e naturezas — de pequenos furtos (com protótipos escondidos em sapatos e sutiãs) a planos cinematográficos.

Em um dos casos, a NPS descobriu um grupo de funcionários de uma fábrica literalmente cavando um buraco numa parede oculta por uma grande peça de maquinário, bem no estilo “Um Sonho de Liberdade”. A operação, claro, foi devidamente cancelada a tempo.

A iniciativa NPS não existe desde sempre: ela começou há seis anos, quando um funcionário da Jabil, parceira da Maçã, roubou milhares de carcaças do iPhone 5c e revelou a existência (e o visual) do aparelho ao mundo antes do seu anúncio — certamente, levando uma boa quantia de dinheiro no processo.

Carcaça do "iPhone de baixo custo"
Carcaça do “iPhone de baixo custo” — que viria a ser o iPhone 5c

Segundo a reportagem, entretanto, a equipe não é mais a mesma de outrora: no seu ápice, cerca de 30 pessoas trabalhavam na operação contratadas diretamente pela Apple, mas hoje a Maçã prefere terceirizar parte do processo — o que pode ou não explicar uma sensação de vazamentos mais frequentes de produtos da empresa de um ou dois anos para cá.

Ainda assim, a formação da NPS trouxe a instituição de vários protocolos nas parceiras chinesas da Apple para evitar o vazamento de protótipos e carcaças. Por exemplo: peças devem ser armazenadas em caixas opacas, classificadas com etiquetas de segurança; o lixo, por sua vez, deve ser descartado em sacos transparentes e precisa passar por um detector de metais antes de ser descartado. Cada mínima pecinha do inventário tem seu próprio número de série, e auditorias são realizadas diariamente.

Mais recentemente, a Apple passou a se preocupar também com o vazamento de arquivos digitais, como desenhos CAD1 de dispositivos. Para conter esse tipo de roubo, a Maçã exige que os computadores que lidam com esses arquivos rodem em redes separadas do restante da fábrica, cheias de firewalls, em salas fechadas. Os arquivos têm marcas d’água individuais para cada funcionário lidando com eles, e é proibido o uso de serviços de terceiros, como Google Enterprise ou Dropbox, para comunicação.

Fornecedoras que sejam fontes de vazamentos estão sujeitas a multas milionárias da Apple. A Jabil, por exemplo, deverá pagar cerca de US$25 milhões à Maçã caso alguma peça ou informação confidencial saia das suas instalações. Já a Foxconn é isenta desse tipo de pagamento, por conta das suas relações fortes com a gigante de Cupertino.

É mole?

via MacRumors

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