Se você acompanhou as redes sociais nos últimos dias, é provável que tenha visto (ou testado) o FaceApp, um app que usa inteligência artificial para envelhecer e rejuvenescer pessoas (entre outras opções) em praticamente qualquer imagem. Em meio à êxtase, no entanto, muitos usuários acabam deixando passar algumas questões importantes, como a sua própria privacidade.

Recentemente, emergiu na web uma teoria de que a startup russa homônima que desenvolve o app estaria enviando imagens em segundo plano para servidores de terceiros, como divulgado pela Bloomberg. Isso, a princípio, não parecia ser um problema, segundo o pesquisador de segurança e CEO da Guardian, Will Strafach.

A FaceApp, contudo, informou à Bloomberg que o aplicativo, de fato, envia fotos para um servidor na nuvem, o que é necessário para o processamento das imagens — diferentemente de outros apps, como os da Apple, que realizam todas as tarefas no próprio dispositivo.

A startup também afirma que nenhum dado de usuário é transferido para a Rússia, onde a equipe de pesquisa e desenvolvimento do app está localizada. Nesse sentido, o fundador da FaceApp admitiu que a empresa utiliza servidores da Amazon e do Google, ambos sediados nos Estados Unidos; ele afirmou ainda que o serviço não vende ou compartilha dados de usuários para terceiros.

Outra preocupação sobre o app foi levantada pela jornalista Karissa Bell, no Twitter. De acordo com ela, o app teria permissão de acesso às fotos do dispositivo mesmo quando essa opção estivesse desativada nos ajustes do sistema.

Re: FaceApp, não posso afirmar que ele está enviando as minhas fotos, mas o aplicativo é definitivamente capaz de acessar minha biblioteca, mesmo que a permissão ao app Fotos esteja definida como “Nunca” 🤔

Por incrível que pareça, essa é uma característica, na realidade, possível a partir de uma API1 do próprio sistema operacional da Apple. A partir do iOS 11, mesmo que um usuário defina que determinado app não pode acessar sua Biblioteca de Fotos, o software poderá acessá-la se essa for sua função principal, possibilitando o envio de uma imagem a gosto do usuário.

O FaceApp detalha, ainda, que “pode armazenar na nuvem as fotos que os usuários enviaram para o app por um curto período de tempo” — mais especificamente 48 horas —, alegando que isso é feito para melhorar o desempenho e tráfego do serviço, garantido que o processamento de imagens enviadas repetidamente para novas edições seja mais rápida. De acordo com a FaceApp, a maioria das fotos é excluída dos servidores após 48h de enviadas.

A desenvolvedora também explica que os usuários podem solicitar que seus dados sejam excluídos dos servidores. Embora ainda não exista uma maneira direta de fazer isso, é possível entrar em contato com a equipe do FaceApp a partir do botão “Informar um erro”, nas configurações de suporte do app. A empresa disse que está trabalhando em uma interface melhor para esse tipo de solicitação.

Por fim, a startup expõe que a grande maioria dos usuários do FaceApp não estão cadastrados na plataforma, o que faz com que não seja possível vincular certas fotos às identidades dos usuários na maioria dos casos. Assim esperamos.


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