Equipe do WebKit detalha novas políticas anti-rastreamento para proteger usuários Sites ou extensões que tentem contornar as técnicas anti-rastreamento do Safari serão tratados da mesma forma que malware, basicamente

Entre as diversas frentes nas quais a Apple trabalha para proteger a privacidade dos usuários, o Safari é uma das mais proeminentes: a empresa frequentemente adiciona novos recursos de proteção ao seu navegador, e tem construído ferramentas sólidas de segurança para impedir que sites rastreiem os dados dos visitantes.

Seguindo essa tônica, a equipe de desenvolvimento do WebKit (o motor de renderização do Safari e, por tabela, de todos os navegadores do iOS) publicou recentemente um artigo no site da plataforma detalhando as políticas de privacidade adotadas por ela.

O texto é contundente na sua rejeição do rastreamento do usuário como uma forma de obter lucro: segundo os engenheiros, medidas anti-rastreamento “deveriam ser aplicadas por padrão” em todos os navegadores, pois a prática é prejudicial aos usuários ao “infringir sua privacidade sem lhes dar a possibilidade de identificar, entender, consentir ou controlar” esses agentes de captura de dados.

Tendo isso em vista, a equipe apresentou a nova Política de Prevenção de Rastreamento do WebKit, um conjunto de regras, práticas e recomendações pensadas para coibir a ação de agentes de rastreamento nos navegadores que rodam o motor. As diretrizes incluem os tipos de rastreamento que o WebKit rejeitará e as técnicas que ele adotará para fazê-lo.

A explicação técnica das práticas pode ser conferida nessa página, mas o mais importante é notar que dois tipos de rastreamento serão particularmente visados pela equipe do WebKit: o rastreamento silencioso (quando o usuário não é informado em nenhum momento sobre o que está acontecendo) e o entre sites, ou seja, quando um rastreador lhe segue por múltiplos “lugares” da internet, mesmo que aparentemente não relacionados. Se uma técnica em particular de rastreamento não puder ser completamente desabilitada pelo WebKit sem causar prejuízos ao usuário, o motor limitará ao máximo a capacidade de captura dela.

A equipe nota, ainda, que sites e extensões com técnicas para contornar a política anti-rastreamento serão tratados da mesma forma que malwares — isto é, esses agentes poderão sofrer restrições adicionais (ou mesmo desabilitações completas) sem aviso prévio.

As novas regras vêm em boa hora, considerando que a nova versão do Safari — que chegará com os novos iOS/iPadOS 13 e macOS Catalina 10.15traz ainda mais recursos de segurança que reforçarão a privacidade dos usuários.

Proteção nunca é demais, não é verdade?

via AppleInsider

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