Artistas e executivos de Hollywood do Apple TV+ com Tim Cook no Steve Jobs Theater

As especulações em torno de alguns dos novos serviços da Apple tomaram fermento ontem e cresceram para todos os lados. Como informamos, os testes do Apple Arcade foram liberados para funcionários da companhia, dando brecha para que o desenvolvedor Guilherme Rambo desvendasse algumas informações sobre o serviço de jogos, incluindo o seu preço.

No mesmo dia, a Bloomberg divulgou1 um relatório acerca de outro próspero serviço da companhia: o Apple TV+. Mais do que trailers e novidades, o site apontou para uma provável janela de lançamento da plataforma de streaming de vídeo, além de sugerir o valor da assinatura mensal do serviço. Nesse sentido, é provável que o Apple TV+ seja lançado em novembro e custe US$10 mensais.

A própria Apple ainda não forneceu nenhuma informação que pudesse indicar o valor do serviço; contudo, se o valor sugerido pela Bloomberg for confirmado em breve, é certo que o Apple TV+ custará um pouco mais do que os US$7 cobrados pelo Disney+ (que será lançado no Brasil entre 2020/2021) e bem no meio de vários planos oferecidos pelos rivais do serviço da Maçã, como a Hulu (disponível apenas nos Estados Unidosl) e a Netflix.

A Bloomberg observou, ainda, a possibilidade de a Maçã oferecer um período de testes gratuito do serviço, mas não especificou por quanto tempo os usuários poderão desfrutá-lo. Atualmente, o Apple Music oferece um período de avaliação de três meses, enquanto é provável que o Apple Arcade oferecerá apenas um mês gratuito.

Quanto ao lançamento de conteúdos originais já no início da oferta do Apple TV+, é possível que a companhia esteja se preparando para disponibilizar as primeiras temporadas de cinco novas séries. São elas:

  • “The Morning Show”, com Jennifer Aniston e Steve Carell;
  • “Amazing Stories”, de Steven Spielberg;
  • “See”, com Jason Momoa;
  • “Truth Be Told”, com Octavia Spencer;
  • E uma série de documentários chamada “Home”.

Investimentos no Apple TV+ já somam US$6 bilhões!

Naturalmente, um serviço da magnitude do Apple TV+ exige um investimento à altura, ainda mais em se tratando de algo que é criado pela Maçã.

Pensando nisso, o Financial Times divulgou2 ontem que a gigante de Cupertino já desembolsou mais de US$6 bilhões em programas de TV e filmes originais para a sua plataforma — uma cifra 6x maior do que aquela divulgada inicialmente, de US$1 bilhão.

De fato, não é difícil imaginar que a Apple tenha investido esse montante no seu catálogo de produções originais; em julho passado, comentamos que a companhia estaria gastando cerca de US$15 milhões por episódio da série “See” — equivalente ao orçamento de cada episódio da última temporada de “Game of Thrones”, da HBO.

Jason Momoa e Alfre Woodard em evento especial da Apple
Jason Momoa e Alfre Woodard.

Numericamente, a empresa ainda fica atrás de outras gigantes do ramo que estão investindo verdadeiras fortunas em conteúdo. A Netflix, por exemplo, desembolsará cerca de US$15 bilhões este ano, mas há um porém: aparentemente, a Apple está oferecendo condições de pagamento mais “generosas” para garantir a oferta de programas atraentes, ou seja, a companhia está pagando mais pelo processo de produção, em prol da qualidade.

Assim com a Bloomberg, o Financial Times também sugere que o Apple TV+ deverá ser lançado em novembro — antes de o Disney+ aterrissar no dia 12 de novembro nos EUA, no Canadá e nos Países Baixos. Veremos.

via MacRumors, 9to5Mac

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