★ MacBook Pro e MacBook Air: passado, presente e futuro

Olhando de longe, não é difícil reconhecer um MacBook, seja qual for o modelo. Ainda que a icônica maçãzinha iluminada tenha sido extinta nos últimos anos, a combinação de alumínio e vidro, com linhas limpas e elegantes, tornou-se uma espécie de marca registrada dos computadores da Apple — característica que várias empresas tentam copiar, mas nem sempre obtêm sucesso.

O fato é que, inegavelmente, a Apple conseguiu construir uma espécie de aura em torno dos MacBooks. Essa aura traz suas vantagens e desvantagens: ao mesmo tempo em que torna os computadores da Maçã verdadeiros sonhos de consumo na cabeça de muitos, também os coloca num patamar quase inatingível, descolado das demais opções quando você vai comprar um notebook novo.

Pois é justamente para isso que estamos aqui: desmitificar os MacBooks. E como faremos isso? Falando sobre eles, claro — de onde eles surgiram, como eles se apresentam hoje e quais são as perspectivas para o futuro. Ao final dessa pequena viagem, daremos, também, pequenas dicas de como economizar na compra de um portátil da Apple para chamar de seu. Vamos lá, então?

Um pouco de história

Macintosh
Macintosh

A história do Mac é, de certa forma, a história da Apple. O Macintosh original, de 1984, representava a visão original de Steve Jobs ao fundar a Maçã junto ao seu parceiro, Steve Wozniak: uma máquina que tirasse o poder da computação das grandes empresas e do exército e a levasse às massas — ainda que por um preço não muito amigável: US$2.495 à época do seu lançamento, equivalente a cerca de US$6.000 (R$24.000) hoje.

Macintosh Portable
Macintosh Portable

O Macintosh original era, naturalmente, um computador de mesa; o primeiro Mac portátil surgiria somente cinco anos depois, com o Macintosh Portable. A máquina, entretanto, foi um fracasso: seu preço era altíssimo (US$7.300 em 1989, o equivalente a quase US$15.000, ou R$60.000, hoje) e seu foco, direcionado a usuários avançados, não trouxe grande apelo para a maioria dos consumidores.

PowerBook
PowerBook 100

Ao longo dos anos seguintes, a aventura da Apple nos portáteis foi tomando forma com a linha PowerBook; com a volta de Steve Jobs à empresa, no fim dos anos 1990, foi criada uma segunda linha, a iBook, para usuários mais casuais.

iBook
iBook

A marca MacBook, como conhecemos hoje, surgiu somente em 2006, com a junção dos PowerBooks e dos iBooks sob o mesmo guarda-chuva; o primeiro computador com o novo nome foi o MacBook Pro, apresentado em janeiro de 2006. Em junho do mesmo ano, apareceu o MacBook “comum”, enquanto o MacBook Air surgiu dois anos depois.

Dessas linhas, o MacBook “comum” é o que tem a trajetória mais tortuosa: apresentado como a opção mais barata da família, ele perdurou, originalmente, entre 2006 e 2012 — primeiro como o famoso MacBook white, com sua carcaça de policarbonato branco, e depois, por pouco tempo, com uma carcaça de alumínio/unibody idêntica à do MacBook Pro. Depois de três anos, ele retornou em 2015 como uma máquina ultraportátil, conhecida — e deveras polêmica por sua falta de conexões. Essa “reencarnação” do MacBook durou até julho passado, quando foi descontinuada pela Apple.

O cenário atual

Com a morte do MacBook (de 12 polegadas, com tela Retina), temos, hoje, duas linhas de portáteis para escolher na Apple. Se você lê o MacMagazine com alguma regularidade, certamente já sabe das diferenças básicas entre elas: o novo MacBook Air é o modelo direcionado a usuários mais básicos, com seu corpo ultraportátil, de apenas 1,25kg, e especificações intermediárias — além de uma bateria elogiadíssima, com capacidade estimada de 12 horas.

Novo MacBook Air
MacBook Air

O MacBook Pro, por sua vez, é pensado para quem quer um pouco mais do seu computador. Claro, as versões mais básicas da linha, de 13 polegadas, têm várias semelhanças com o MacBook Air (inclusive no preço, muito próximo), mas subindo alguns degraus na escala e duas polegadas na tela, você pode obter uma máquina de ponta contida num corpo extremamente compacto — se quiser pagar por isso, claro.

Falar sobre os MacBooks Pro e Air de 2019 significa, necessariamente, falar sobre as principais questões que afligem seus usuários (ou potenciais usuários). A primeira delas é o famigerado problema das portas — que, dependendo do ponto de vista, pode não ser um problema. Todos os modelos atuais de MacBook contam somente com portas Thunderbolt 3 (duas ou quatro, dependendo do modelo), então quem usa periféricos com frequência — como pendrives, cabos HDMI ou VGA, discos externos, impressoras cabeadas ou mais — terá de investir em adaptadores.

Novos MacBooks Pro (2018)
MacBook Pro

É bem verdade que o problema está cada dia mais raro, já que a tendência do mundo é justamente adotar o USB-C/Thunderbolt 3 como padrão. Mas não deixa de ser uma pequena inconveniência, dependendo do seu caso.

O segundo fantasma que paira sob os atuais MacBooks tem nome e sobrenome: teclado borboleta. O novo mecanismo de teclas criado pela Apple, mais fino justamente para ser acomodado nas máquinas cada vez menos espessas da empresa, vive estampando manchetes tecnológicas por conta da sua aparente falta de durabilidade e tendência a render teclas presas ou inoperantes.

É bem verdade que, ao longo da trajetória, a Apple tentou corrigir o curso: ela já apresentou quatro versões do mecanismo, cada uma com ligeiras alterações para aprimorar sua confiabilidade, e lançou um programa de trocas que cobre todos os computadores equipados com esse tipo de teclado e vale por quatro anos a partir da data da compra do seu notebook.

Ainda assim, talvez como um atestado de que o experimento falhou, todos os rumores indicam que a Maçã abandonará o teclado borboleta na sua próxima geração de MacBooks Pro e Air — que é justamente o assunto que trataremos a seguir.

O futuro

A máquina de rumores já pinta uma imagem relativamente clara do próximo grande lançamento que a Apple fará na sua linha de computadores portáteis: trata-se de um novo MacBook Pro de 16 polegadas, que, segundo especulações, terá mais ou menos o mesmo tamanho do modelo atual de 15″ (que será descontinuado), com bordas mais finas na tela. Ele também deverá marcar a volta do tradicional teclado em mecanismo tesoura, que deverá ser reintroduzido no restante da linha gradualmente.

MacBooks Pro de 15" e 16"
Comparativo entre o possível MacBook Pro de 16″ e o atual, de 15″

Ao que tudo indica, esse novo MacBook Pro será apresentado já em outubro próximo, mas ainda não se sabe o seu preço. Não esperem uma etiqueta amigável, entretanto: atualmente, o MacBook Pro de 15 polegadas parte de R$21.300 (ou US$2.400, nos EUA), e seu sucessor partirá, na melhor das hipóteses, do mesmo valor — ou possivelmente ainda mais.

Os rumores indicam, também, que a Apple apresentará em outubro mudanças mais pontuais nos MacBooks Pro de 13 polegadas e nos MacBooks Air. Elas deverão ser limitadas a upgrades de processadores e outras melhorias internas, somente.

A partir daí, as especulações tornam-se menos sólidas — ainda não há evidências reais em relação a elas, somente pensamentos lógicos do que a Apple fará na linha a seguir. É possível que, seguindo a transição do MacBook Pro maior, vejamos em breve um MacBook Pro de 14″ substituindo o atual modelo de 13″, também com visual renovado e bordas mais finas na tela. O MacBook Air, por sua vez, deverá ocupar com excelência o lugar de notebook de entrada da empresa, mantendo o atual design por alguns bons anos e recebendo atualizações pontuais aqui e ali — fica a torcida que, eventualmente, por um preço ligeiramente mais baixo.

Como comprar um MacBook com melhor preço no Brasil?

Uma vez apresentadas as principais características de cada linha portátil da Apple, fica a questão: qual a melhor forma de comprá-los?

Claro, você pode simplesmente adentrar uma loja da Apple ou acessar a Apple Online Store e adquirir o seu, mas pagar o preço cheio de um MacBook no Brasil em pleno 2019 não parece ser algo que a maioria das pessoas tenha condições de fazer com tranquilidade. O que muita gente faz é deixar para comprar os computadores em viagens internacionais, mas nesse caso você precisa adicionar ao cálculo o imposto pago na alfândega — além de, obviamente, ter uma viagem internacional planejada, para início de conversa.

Uma ótima alternativa às duas opções acima é considerar outras lojas, como a MTronic — que está oferecendo preços bem legais em toda a linha de MacBooks Pro e Air, oferece frete grátis em modelos selecionados e oferece várias opções de parcelamento. É bom lembrar que você não perde nada optando por não comprar seu MacBook diretamente com a Apple: independentemente de onde ele venha, a garantia de um ano é oferecida pela própria Maçã com base no número serial do aparelho, e você pode obter assistência normalmente em qualquer centro autorizado espalhado pelo Brasil.

Vamos de MacBook, então?

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