Pelo visto, nunca é tarde demais para a Apple lançar um novo iPad. Não bastasse a companhia ter atualizado o iPad mini e lançado um novo iPad Air no começo deste ano, agora a linha de tablets da Maçã ganhou um novo integrante: o iPad de sétima geração, com tela de 10,2 polegadas.

Família de iPads

A nova opção substituí, é claro, a sexta geração do iPad de 9,7 polegadas, anunciada há cerca de 18 meses. Por isso, o novo modelo tem algumas diferenças em relação à versão anterior. Sem mais delongas, vamos comparar o novo iPad, de 10,2″, com o modelo anterior, de 9,7″.

Design

Acredito que a essa altura muitos de vocês devem ter entendido que, basicamente, a maior diferença entre o iPad de sexta geração e o de sétima é o tamanho da tela. Como dissemos, o iPad anunciado recém-anunciado possui um display de 10,2 polegadas, contra 9,7 polegadas no seu antecessor.

O novo modelo possui as seguintes dimensões: 250,6×174,1×7,5mm, pesando cerca de 483g; enquanto isso, o modelo de sexta geração possui 240×169,5×7,5mm, com 469g; portanto, o novo iPad é 10mm mais alto que o anterior e mais pesado também — considerando os modelos Wi-Fi de ambas as gerações.

Ambos feitos de alumínio (sendo a versão mais recente com material 100% reciclado) com acabamento nas cores prateada, cinza espacial e dourada. Além disso, os dois tablets têm o botão de Início com Touch ID integrado.

Display

Excluindo-se as dimensões, tanto o novo iPad quanto o modelo de sexta geração possuem telas LCD1 com a tecnologia Retina; ambos também contam com uma densidade de pixels de 264ppi. Quanto à resolução, o modelo do ano passado tem um display de 2048×1536 pixels, enquanto o novo iPad aumenta ligeiramente essa barra, com 2160×1620 pixels.

Display do iPad de sétima geração

Expandindo um pouco mais o escopo dessa comparação, o novo iPad Air, que é um pouco maior do que o mais novo modelo de entrada, oferece uma resolução de 2224×1668 pixels, o que certamente não nos impede de compará-los na prática.

Hardware e software

Surpreendentemente, a Apple decidiu “estagnar” a performance do novo iPad ao implantar o mesmo processador presente no modelo de 2018: o chip A10 Fusion. Também de forma semelhante, o iPad de sétima geração possui um coprocessador M10 integrado; ou seja, internamente os dois tablets são praticamente “iguais”.

As semelhanças não acabam só no processamento: o novo iPad também conta com carregamento por Lightning, restringindo a opção USB-C aos iPads Pro. Além disso, a duração da bateria é mesma (10 horas), apesar de a nova versão contar com um espaço interno sutilmente maior.

Uma diferença importante está na conectividade do novo modelo, que conta agora com um Smart Connector o qual permite conectá-lo à Smart Keyboard, da Apple (assim como o iPad Pro e o iPad Air). Assim como a versão anterior, o novo iPad também oferece suporte à Apple Pencil (de primeira geração).

iPad com Apple Pencil

Como todo iPad mais recente, tanto o modelo de sexta quanto o de sétima geração poderão rodar a nova versão do iPadOS, de forma que todos os recursos do próspero OS do tablet podem ser usufruídos de maneira semelhante em qualquer uma das duas versões.

Câmeras

Muito se discute sobre o uso de câmeras em tablets; por um lado, algumas pessoas dizem que o dispositivo não possui o formato ou mesmo as características básicas necessárias para ser considerada uma câmera fotográfica; por outro, há quem diz que as câmeras de iPads dão conta do recado.

De qualquer forma, o fato é que se os iPads têm câmeras, que elas pelo menos acompanhem o desenvolvimento desse componente em outros hardwares — o que não aconteceu exatamente com o iPad de sétima geração. Seguindo o caminho da versão anterior, o novo modelo possui uma câmera frontal de 1,2MP — enquanto isso, o iPad mini e o iPad Air possuem câmeras frontais de 7MP.

Também sem muita diferença do iPad de sexta geração, o novo dispositivo conta com uma câmera traseira de 8MP e abertura de ƒ/2.4, foco automático e suporte a Live Photos. Nos vídeos, a câmera dos dois modelos é capaz de gravar 1080p a 30 quadros por segundo.

Preço

Já que o iPad de sétima geração tem tantas coisas em comum com o seu irmão mais velho (e ele veio para substitui-lo), a Apple deve cobrar o mesmo valor pelo novo modelo, certo? Errado.

Diferentemente do iPad de sexta geração, que custava a partir de R$2.499 (32GB, Wi-Fi), o novo iPad de entrada custa R$2.999 (32GB, Wi-Fi), podendo chegar a R$4.899 pelo modelo topo-de-linha (128GB, Wi-Fi + Cellular).

Nos Estados Unidos, contudo, os preços se mantiveram estáveis (a partir de US$329).

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Se por um lado a linha entre o novo e o antigo está ficando cada vez mais tênue, o preço dos iGadgets, como o iPad, seguem o caminho inverso e ficam cada vez mais distantes (e maiores) de um lançamento para o outro.

Assim, vale a pena colocar na balança as diferenças, mesmo que pequenas, e decidir se o novo iPad oferece o melhor custo-benefício para o seu uso — caso não ofereça, o bom é que o iPad de sexta geração ainda estará disponível para compra em revendedoras autorizadas da Apple.

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