Mais uma vez, os rumores estavam corretos: pela primeira vez, temos iPhones Pro. Mais precisamente, estamos falando dos iPhones 11 Pro e 11 Pro Max.

Tratam-se, segundo Phil Schiller (vice-presidente sênior de marketing mundial da Apple), dos iPhones mais sofisticados já feitos pela empresa. A moldura é de aço inoxidável, enquanto a traseira é feita de um vidro jateado que incorpora o ressalto das (três) câmeras nos dois aparelhos. São quatro cores: verde meia-noite, cinza espacial, prateada e dourada.

O 11 Pro tem o mesmo tamanho de tela OLED1 de 5,8 polegadas do iPhone XS, enquanto o 11 Pro Max tem o painel de 6,5 polegadas do iPhone XS Max. As telas, contudo, são Super Retina XDR, tendo muitas das mesmas tecnologias encontradas no Pro Display XDR, como contraste de 2.000.000:1, até 1.200 nits de brilho e eficiência energética 15% superior. Temos, também, suporte ao Dolby Vision e ao Dolby Atmos.

Os aparelhos trazem o mesmo chip A13 Bionic do iPhone 11, com uma série de melhorias. Duas delas foram destacadas na apresentação: o aprendizado de máquina é ainda mais otimizado na nova CPU2, com aceleradores próprios que podem fazer até 1 trilhão de operações por segundo. A segunda é a eficiência energética: são 8,5 bilhões de transistores de 7 nanômetros que gastam menos energia que antes, com quatro núcleos de baixa energia que se combinam com os outros quatro, de alta performance.

Em termos de bateria, os iPhones 11 Pro são (supostamente) campeões: segundo a Apple, o modelo menor dura quatro horas mais que o iPhone XS, enquanto o iPhone 11 Pro Max dura cinco horas mais que o iPhone XS Max. E ergam as mãos ao céu: temos na caixa um novo carregador rápido, com direito a ponta USB-C e 18W de potência. Nada foi falado de carregamento bilateral, entretanto — parece que o recurso foi realmente cancelado de última hora, uma pena.

Sobre o infame “cooktop” na traseira dos aparelhos, bom, ele é justificado: temos aqui três câmeras, todas de 12MP: uma teleobjetiva, uma grande-angular e uma ultra-grande-angular, que garantem até 4x de zoom óptico (considerando o “zoom” de 0,5x da ultra-grande-angular, isto é). É possível capturar fotos do mesmo ponto simultaneamente com todas as lentes.

Há um novo recurso para as câmeras, que será liberado nos próximos meses com uma atualização de software. Chamado Deep Fusion, ele usa aprendizado de máquina para capturar nove imagens em diferentes exposições antes mesmo de você apertar o botão de captura. Em menos de um segundo, então, o aparelho seleciona os melhores pixels de cada captura e lhe dá o melhor resultado.

As três câmeras traseiras dos iPhones 11 Pro capturam 4K a 60 quadros por segundo — e as demonstrações apresentadas pela empresa, capturadas por cineastas e videomakers profissionais, são realmente impressionantes, com cores vívidas e uma aptidão a capturar cenas em todos os formatos e iluminações. É possível, claro, fazer uma transição suave entre as três câmeras durante a filmagem, e a Apple conta com um recurso de Zoom de Áudio para capturar sons com mais precisão.

Profissionais também poderão desfrutar de todo um ecossistema de apps de terceiros tirando proveito das novas câmeras. Uma nova versão do FiLMiC Pro, por exemplo, tem um viewfinder o qual permite ao cineasta ter uma visão das três câmeras ao mesmo tempo, e você pode capturar em duas delas simultaneamente. O app será disponibilizado na App Store até o fim do ano.

Como extras não citados na keynote, está um novo chip U1, o Face ID mais rápido e com suporte a distâncias variadas e mais ângulos, LTE chegando a 1,6Gbps e a incorporação do Wi-Fi 6.

O iPhone 11 Pro (e o iPhone 11, também) terá, claro, uma nova linha de cases, incluindo modelos transparentes que expõem seu belo design. O iPhone 11 Pro partirá de US$1.000, enquanto o 11 Pro Max sairá a partir de US$1.100. A pré-venda deles, nos Estados Unidos, começará nessa sexta-feira (13/9), e o lançamento será na próxima sexta (20/9).

É bom notar que o iPhone XR permanecerá na linha, a partir de US$600, assim como iPhone 8, partindo de US$450. Os iPhones XS e XS Max, por sua vez, morreram — bem como o iPhone 7.

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