iPhone 11: o que muda e o que permanece igual em relação ao XR Preço mais baixo, bateria melhor… e o velho carregador de 5W

Agora há pouco, exploramos as mudanças trazidas pelos iPhones 11 Pro e 11 Pro Max [vai ser difícil acostumar com esse nome…] em relação aos seus antecessores. Agora, é a vez de fazer o mesmo com o iPhone 11, que tem como antecessor direto o iPhone XR — e vários pontos em comum com ele.

Por isso, aqui adotaremos uma abordagem diferente: vamos passar um pente fino pelos aspectos do novo smartphone, notando o que mudou em relação ao seu predecessor e destacando os pontos que permanecem inalterados. Vamos lá, então?

Preço mais baixo

Essa talvez seja a mudança mais significativa da nova geração — talvez por ser a única que não foi exaustivamente prevista pela indústria de rumores. Nos Estados Unidos, o iPhone 11 parte de US$699, uma redução de 6,6% em relação aos US$749 cobrados pelo modelo de entrada do iPhone XR até ontem.

Claro, teremos que ver como essa redução será refletida no Brasil (se é que isso acontecerá), já que a Apple ainda não anunciou os preços dos novos iPhones por aqui. De qualquer forma, é um bom indício de que a Maçã está, sim, preocupada com a evasão de consumidores por conta dos seus preços tidos como altos.

Vale lembrar, ainda nesse assunto, que o iPhone XR — ao contrário dos seus irmãos XS e XS Max — continua na linha e sofreu uma redução no preço, partindo agora de US$599. No Brasil, o aparelho também sofreu um reajuste e parte, agora, de R$4.299.

Dimensões iguais

Basta usar o comparador de iPhones da Apple e checar que todas as três dimensões do iPhone 11 são idênticas às do iPhone XR (150,9×75,7×8,3mm). O peso dos aparelhos também é o mesmo, 194 gramas.

Como os botões laterais e conectores dos aparelhos parecem não ter sofrido alterações1, a semelhança cria um efeito colateral positivo para os donos do iPhone XR: será possível usar nele as novas cases do iPhone 11 — contanto que você não se importe em ter um buraco para a câmera muito maior do que a lente única do seu aparelho necessita.

O inverso, obviamente, não acontece por conta da tal quadrado para as câmeras traseiras — o seja, não é possível usar uma case do iPhone XR no iPhone 11.

Câmera dupla

A câmera única do iPhone XR deu lugar a um módulo muito maior, com duas lentes. Temos aqui dois sensores de 12 megapixels cada, com lentes ultra-angular e grande-angular; na prática, isso significa que teremos um zoom out ótico de 2x — não confundam com o zoom in ótico dos iPhones XS e XS Max, que era obtido com uma lente teleobjetiva (não presente aqui). A ideia é capturar mais do cenário, com um ângulo de visão de 120º.

Temos aqui, também, o novo Flash True Tone com mais brilho e sincronização lenta, além de várias novidades no software: o Modo Noite ajuda a tirar fotos em condição de pouquíssima luminosidade, e o Modo Iluminação de Retrato tem agora seis efeitos (no iPhone XR eram três). Temos, também, a nova geração do HDR Inteligente.

Em termos de vídeo, temos suporte ao zoom de áudio e ao modo QuickTake, que começa a filmar segurando o botão de captura da câmera. O alcance dinâmico estendido agora funciona em vídeos de até 60 quadros por segundo (eram 30, anteriormente).

A câmera frontal também ganhou melhorias, e agora tem um sensor de 12MP com capacidade de gravar vídeo 4K a até 60 quadros por segundo.

Visual quase igual

Olhando de frente ou de perfil (e ignorando as novas cores, claro), o iPhone 11 é idêntico ao iPhone XR. A única mudança está na traseira, com o novo módulo de câmera — que agora é integrado ao vidro da parte de trás — e o logo da Apple centralizado verticalmente. Assim como nos iPhones 11 Pro, a inscrição “iPhone” foi pelos ares, criando um visual ainda mais clean.

Processador ainda melhor

Assim como nos iPhones 11 Pro, temos aqui o novo chip A13 Bionic, que, segundo a Apple, contém a CPU2 e a GPU mais potentes já colocadas em um dispositivo móvel — o que teremos, naturalmente, de comprovar com benchmarks e testes de uso real.

O Neural Engine também foi atualizada para a terceira geração, para processos de aprendizado de máquina, realizados no próprio aparelho, ainda mais rápidos e complexos.

Tela igual

Ainda contamos com a mesmíssima tela Liquid Retina HD — o que nada mais é que um termo criado pelo marketing para um painel LCD3 com tecnologia IPS de 6,1 polegadas. Resolução (HD), contraste (1400:1), ampla tonalidade de cores (P3) e brilho máximo (625 nits) permanecem inalterados, bem como a presença da tecnologia True Tone.

Carregador vergonhosamente igual

Para quem ouviu um silvo de esperança indicando a morte do infame carregador de 5W, que acompanha o iPhone desde a sua primeira geração, infelizmente não é o caso. Sim, os modelos 11 Pro vêm com um novo carregador rápido de 18W, mas o iPhone 11 ainda vem com a versão antiga do periférico, com os mesmos 5W/USB-A de sempre e o mesmo carregamento lento.

Adaptador de energia de 5W

Pode-se argumentar que a escolha foi uma forma da Maçã de cortar custos e, com isso, reduzir o preço do aparelho. Mas ainda assim… sério, Apple?

Resistência aprimorada

Enquanto o iPhone XR tinha certificado IP67, o iPhone 11 traz o mesmo certificado IP68 dos irmãos mais caros. Ele pode ser submerso a profundidades de até dois metros por, no máximo, 30 minutos.

Além disso, o vidro nas partes da frente e de trás do iPhone 11 foi reforçado por meio de um processo de troca iônica.

3D Touch morreu de vez

Isso não chega a ser uma mudança, uma vez que o iPhone XR já não contava com o 3D Touch. Mas não custa lembrar: o recurso foi definitivamente limado da nova linha da Apple, e não está presente nem no iPhone 11 nem nos iPhones 11 Pro. Boa noite, doce príncipe.

Novas cores

Em contraste com as cores vibrantes do iPhone XR, a Apple resolveu adotar, este ano, uma abordagem bem mais sóbria, mas ainda multicolorida. O iPhone 11 será vendido nas versões roxa, amarela, verde, preta, branca e vermelha — esta última, na tradicional (PRODUCT)RED, que é a única vibrante da nova turma.

As mesmas capacidades

Temos versões do iPhone 11 com 64GB, 128GB ou 256GB — as mesmas que o iPhone XR oferecia até ontem (com os novos lançamentos, a opção mais cara do aparelho antigo deixou de existir).

Bateria — supostamente — um pouco melhor

O iPhone XR já era o smartphone mais longevo da linha da Maçã, e a empresa fez a promessa ousada de melhorar ainda mais sua resistência longe da tomada. Segundo a Apple, o iPhone 11 tem bateria que dura uma hora mais que a do seu antecessor — dado que, assim como a performance, deverá ser comprovado com testes e com a checagem dos números da peça, ainda não divulgados.

Conectividade

Assim como no iPhone 11 Pro, o iPhone 11 também ganhou suporte às redes do protocolo Wi-Fi 6, com velocidades máximas de transferência muito superiores (até 38% melhores).

Novo chip U1

Temos aqui, também, a presença do novo chip de localização espacial U1 — que, como descrevemos em detalhes nesse artigo, provavelmente funcionará em conjunto com as “Apple Tags”, os rastreadores ainda não lançados da Maçã. Por ora, ele serve também para proporcionar uma melhoria ao AirDrop, com indicação direcional dos usuários próximos de você, e para buscar com mais precisão outros dispositivos da Apple que contam com o chip.

Áudio mais amplo

O iPhone 11 também traz suporte à reprodução de áudio espacial (que simula som surround para uma experiência envolvente), sendo compatível com a tecnologia Dolby Atmos.

O resto? O de sempre…

De resto, nada a declarar: você poderá esperar do iPhone 11 o mesmo que obteve (ou obteria) com um iPhone XR, como suporte ao Apple Pay e ao comando “E aí, Siri”, os EarPods com conector Lightning, a falta da saída para fones de ouvido, o suporte à tecnologia eSIM e ao Dual SIM, entre outras coisas.

O que acharam?

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