Bill Gates revela o traço de Steve Jobs que ele mais invejava: a oratória "Eu queria ser mágico dessa forma"

Bill Gates é um dos homens mais ricos e poderosos do mundo. A empresa que ele criou é uma das maiores do planeta e, neste momento, tem valor de mercado superior ao da Apple, sua (outrora) principal concorrente. Sob muitos aspectos, dá para dizer que ele pode ter tudo — mas, em se tratando do seu antigo amigo e rival Steve Jobs, Gates admite ter inveja sobre pelo menos um aspecto.

Em entrevista recente ao Wall Street Journal, o cofundador da Microsoft afirmou sempre ter invejado a oratória de Jobs e a capacidade dele de conquistar as pessoas falando sobre qualquer assunto, do mais importante ao mais banal. Gates falou o seguinte:

Steve Jobs sempre teve um dom mais natural para isso [falar em público]. Ele podia falar sobre qualquer coisa, inclusive o NeXT Computer, que não era uma máquina tão boa, e ainda assim mesmerizar completamente as pessoas que estivessem no auditório. Eu queria ser mágico dessa forma, porque defendo causas que, sob alguns aspectos, são mais impactantes — e eu preciso me certificar de que elas não serão ignoradas.

Gates se referia, claro, às suas iniciativas de filantropia e de combate aos problemas do mundo, realizadas pela fundação criada por ele e sua esposa, Melinda (Bill & Melinda Gates Foundation). O executivo afirmou que, ao longo dos anos, melhorou a capacidade de se expressar e de resolver problemas através da fala, mas ainda está longe daquilo que Jobs foi um dia.

A entrevista do cofundador da Microsoft teve como tema principal o lançamento próximo do documentário “Inside Bill’s Brain”, que estreará na Netflix no dia 20 próximo.

A produção, dividida em três capítulos, fará a ponte entre a vida pessoal de Gates, seus anos na Microsoft e seu trabalho filantrópico.

Jeffrey Epstein

Na conversa com o WSJ, o executivo tocou também num assunto espinhoso: a relação com Jeffrey Epstein, o bilionário financista americano que foi preso por sustentar um enorme esquema de tráfico sexual e, no mês passado, foi encontrado morto em sua cela. Segundo Gates, suas conexões com Epstein eram meramente circunstanciais:

Eu me encontrei com ele algumas vezes, mas não tinha nenhuma relação de amizade ou negócios com ele. […] As pessoas em volta dele diziam “ei, se você quiser angariar muito dinheiro para as causas da saúde global e juntar mais filantropos, ele conhece muita gente rica”.

Muito bem, então.

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