Corpo do iPhone 11 Pro

Você já ouviu falar em tripofobia? O transtorno, ainda não documentado no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais por falta de pesquisa, classifica uma fobia ou inquietação intensa que algumas pessoas sofrem ao se depararem com pequenos buracos ou saliências em padrões irregulares.

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Em alguns casos, a exposição a imagens desse tipo pode gerar efeitos como coceiras, tontura, vômito, taquicardia ou mesmo crises de pânico. Alguns especialistas, entretanto, mantêm que a condição não existe de verdade — o que existiria, na opinião deles, é uma aversão a pequenos buracos irregulares em tecidos vivos (e, nesse caso, podem me incluir na conta).

Você poderia se perguntar o que isso tudo tem a ver com o tema do honorável site que você lê neste exato momento. Pois bem, meus caros leitores: aparentemente, o iPhone 11 Pro está sendo um tremendo de um gatilho para pessoas que dizem sofrer de tripofobia.

Eu tenho tripofobia bem pesada já há anos, e ver fotos do iPhone 11 na minha timeline me dá vontade de tacar fogo em tudo… parem
https://twitter.com/lifeaseva/status/1171444031399682048
As três câmeras do iPhone novo ativam minha tripofobia. Eu não vou conseguir ter pessoas andando à minha volta com essas câmeras todos os dias.
A Apple não pensou com nós que temos tripofobia ao fazer o iPhone 11 Pro. Eu não vou poder comprá-lo e ficarei cheio de coceira sempre que eu olhar para ele.

Acima temos alguns exemplos publicados no Twitter, mas as reações tripofóbicas são generalizadas. Antes que alguém diga que o fenômeno nada mais é que um furor coletivo da internet e que ninguém está realmente ligando para isso, é bom ouvir as palavras do Dr. Geoff Cole, professor de psicologia da Universidade de Essex e um dos primeiros a publicar um estudo sobre o tema, em 2013.

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Em entrevista ao Metro, Cole confirmou que, mesmo com apenas três “buracos”, a traseira do iPhone 11 Pro pode, de fato, disparar um gatilho em pessoas com certos graus mais sensíveis de tripofobia — já que, segundo ele, “qualquer coisa” pode ativar o transtorno, desde que tenha o padrão certo, como as bolhas de um chocolate aerado ou as lanternas de um Peugeot 206.

Como afirma Cole:

Existe um certo ceticismo e as pessoas dizem que é apenas um meme bem-sucedido da internet, em vez de uma fobia real. As pessoas tratam a coisa meio como uma piada, e pensam que as pessoas “pegam” tripofobia por um meme, mas isso se aplica à maioria das fobias. As pessoas não nascem com medo de ratos, aranhas ou baratas, mas podem ver o medo de seus pais ou mães durante a infância e pegar o mesmo medo. Veja as baratas, por exemplo: a maioria dos indivíduos que têm medo delas nunca teve de fato uma experiência ruim com elas. Eles pegaram isso da sociedade — se a tripofobia é um bom meme da internet, o medo de baratas é um bom meme da sociedade.

De qualquer forma, é deveras improvável que a Apple mude o design dos seus novos smartphones por conta da parcela da população afetada por ele. Se você sofre de tripofobia e se incomoda com as câmeras dos aparelhos, infelizmente não há muito a se fazer. Exceto, talvez, largar a Apple e parar de acessar este site — se bem que, largar a Maçã até pode, mas nos abandonar… não faça isso. 😉

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via Cult of Mac

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