Apple e Disney poderiam se fundir caso Steve Jobs ainda estivesse vivo, diz Bob Iger Jobs chegou, inclusive, a opinar na aquisição da Marvel

Bob Iger e Steve Jobs

Bob Iger virou figurinha constante nas manchetes da imprensa tecnológica dos últimos dias. Primeiro, o CEO da Walt Disney Company anunciou sua saída do conselho de administração da Apple — por razões óbvias, já que as empresas em breve passarão a ser concorrentes diretas no mercado de streaming com o lançamento do Apple TV+ e do Disney+.

Agora, Iger voltou às notícias com uma declaração no mínimo curiosa. O executivo publicará, em breve, o livro “The Ride of a Lifetime: Lessons Learned from 15 Years as CEO of the Walt Disney Company”, focando, obviamente, na sua jornada como chefão da Casa do Mickey Mouse e em vários aspectos ligados à sua gestão — incluindo sua relação com Steve Jobs.

Jobs, como bem se sabe, passou a ter uma relação muito próxima com a Disney (e com o próprio Iger) quando a gigante adquiriu a Pixar após anos de uma frutífera parceria que gerou clássicos como “Toy Story” e “Os Incríveis”. Em um trecho do futuro livro publicado pela Vanity Fair, Iger confirma uma hipótese que sempre foi especulada, porém nunca verbalizada: a de que Apple e Disney poderiam eventualmente se fundir — isto é, caso Jobs ainda estivesse vivo.

O trecho, em que Iger ainda lamenta a morte do amigo e afirma que ainda tem frequentes conversas imaginárias com ele, diz o seguinte:

Com cada sucesso que a empresa [a Disney] teve desde a morte de Steve, sempre há um momento em meio à minha animação em que eu paro e penso, “eu queria que Steve estivesse aqui para ver isso”. É impossível não conversar com ele em minha cabeça e desejar que aquela conversa fosse real. Mais que isso, eu acredito que, se ele ainda estivesse vivo, nós teríamos fundido nossas empresas — ou ao menos discutido essa possibilidade muito seriamente.

Iger não chegou a expandir essa afirmação, mas contou, no trecho publicado, outros detalhes da sua relação com Jobs. Segundo o executivo, a amizade entre os dois só se estabeleceu em meados dos anos 2000 — antes disso, a relação era meramente cordial, especialmente por conta dos frequentes embates de Jobs com Michael Eisner, o polêmico CEO anterior da Disney,

Foi em 2005 que Iger e Jobs realmente tornaram-se amigos — e por conta de um elemento insuspeito: o iPod video.

Eu estava pensando no futuro da televisão, e acreditava que seria uma questão de tempo até que nós pudéssemos acessar séries e filmes nos nossos computadores. Eu não sabia o quão rápido a tecnologia móvel estava avançando (o iPhone ainda levaria dois anos para surgir), então o que eu estava imaginando era uma plataforma do iTunes para a televisão — “iTV”, como eu descrevia. Steve ficou calado por um tempo, e então disse: “Eu vou voltar a conversar com você sobre isso. Eu estou trabalhando em algo que quero te mostrar.”

Algum tempo depois, Jobs mostrou o iPod video a Iger, pedindo que ele disponibilizasse séries da Disney na plataforma. O executivo aceitou a proposta, e os dois viraram amigos — no sentido, inclusive, de tirar férias juntos. A virada na relação também proporcionou um novo acordo entre a Disney e a Pixar, e fez Jobs tornar-se muito mais envolvido nas decisões da Casa do Mickey Mouse; segundo Iger, o cocriador da Apple opinou até mesmo na aquisição da Marvel, concretizada em 2009.

“The Ride of a Lifetime: Lessons Learned from 15 Years as CEO of the Walt Disney Company” está em pré-venda na Amazon por R$114 (ou R$85,07 na versão para Kindle), e será lançado na próxima segunda-feira (23/9).

via iDownloadBlog

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