Taptic Engine dos novos iPhones é feito de metais de terras raras 100% reciclados Teria a Apple alcançado tal feito por motivos políticos ou por necessidade?

A Apple publicou nesta semana os relatórios ambientais dos iPhones 11, 11 Pro e 11 Pro Max, revelando as principais características de produção e quais materiais são usados nos novos aparelhos. Entre as pontuações feitas, a Maçã explica que o Taptic Engine (motor vibratório dos aparelhos) é feito de metais de terras raras 100% reciclados.

Caso você nunca tenha ouvido falar em metais de terras raras, basta saber que isso representa um grupo de 17 minerais que são amplamente utilizados na produção de aparelhos tecnológicos. Mais especificamente, o Taptic Engine, que dá vida ao feedback háptico nos iPhones (e do descontinuado 3D Touch), representa cerca de 25% do total de elementos de terras raras usados na fabricação desses dispositivos.

Apesar disso, o uso desse material está “ameaçado” em face à guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Nesse caso, o país oriental domina o processamento dos minerais brutos e implica que poderá restringir a venda de materiais de terras raras para os EUA, o que pode ter contribuído para que a Apple buscasse um modo de reciclar esse tipo de material e aproveitá-lo nos novos iPhones.

Isso, no entanto, não foi confirmado pela vice-presidente de meio ambiente, políticas e iniciativas sociais da Apple, Lisa Jackson. Ela contou que o uso de metais de terras raras reciclados pela Apple “não está relacionado às tensões comerciais, mas pode ajudar a companhia a manter um suprimento constante”.

Essa é uma daquelas felizes coincidências em que o que é bom para o planeta é realmente bom para os negócios ao mesmo tempo. Uma das coisas sobre as quais falamos muito internamente, em geral, é o quanto mais constante isso torna nossa cadeia de suprimentos.

A Apple já possui, desde 2016, um método “industrial” de desmontar iPhones — o então robô Liam. Há mais de um ano, no entanto, a companhia utiliza o robô Daisy para fazer esse serviço, no qual a máquina consegue extrair e separar um alto número de componentes que podem ser reciclados em novos aparelhos.

Para além de robôs, Jackson contou à Reuters que a empresa também está pesquisando maneiras pelas quais empresas de reciclagem convencionais podem ajudar na recuperação de certas peças, afirmando que a Apple está aberta a parcerias.

imagem: Siriphiroon / Shutterstock.com

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