Há pouco mais de um mês, o CEO1 da Apple, Tim Cook, se encontrou com o presidente americano Donald Trump para discutir, entre prováveis dezenas de assuntos, a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

Como informamos, diversos gadgets da Maçã exportados da China para os EUA são afetados pelos impostos da Casa Branca, mas há um produto da companhia que poderá resistir: o novo Mac Pro. Anunciado no começo deste ano, a workstation da Apple teve a sua produção migrada dos EUA para o país asiático — o que, na teoria, determinaria que ele fosse tarifado.

Sabendo disso, a Apple solicitou formalmente ao governo americano que o Mac Pro fosse isento de alguns impostos, fazendo com que Trump reagisse negativamente à solicitação, afirmando que tais pedidos seriam negados e que, se a Apple produzisse a máquina nos EUA, ele não seria tarifado. Apesar disso, a administração da Casa Branca aprovou 10 dos 15 pedidos de isenção de impostos solicitados pela Apple para componentes do Mac Pro e alguns de seus acessórios, conforme divulgado pela Bloomberg.

Os pedidos de isenção de tarifas aceitos abrangem o chassi do Mac Pro, o Magic Mouse, o Magic Trackpad e alguns componentes internos importantes para o Mac Pro; enquanto isso, os pedidos envolvendo rodas e outros componentes ainda estão sob revisão substantiva do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).

As peças que não foram isentadas pelo governo americano poderão ser submetidas às tarifas de 30% que entraram em vigor no início deste mês. Não obstante, a Apple continuará tentando a isenção total dos impostos afirmando que “não há outras fontes para fabricar componentes com design projetados pela companhia”.

Enquanto isso, os iPhones (bem como iPads e MacBooks) estão “livres” de impostos até o fim deste ano, quando uma nova leva de tarifas (de 15%) entrará em vigor. Até então, a Apple está “pagando o pato” pelos impostos, mas não se sabe até quando a companhia deixará de repassar esse valor para os consumidores.

via Engadget

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