★ Como começar com desenvolvimento mobile

O Brasil tem hoje dois dispositivos digitais (smartphones, computadores, notebooks e tablets) por habitante. Até o fim de 2019, o país terá 420 milhões de aparelhos digitais ativos!

Observando esses dados, fica fácil perceber a proporção do mercado — não só para quem quer empreender e desenvolver seu próprio aplicativo, mas também para quem busca um emprego na área.

Sabendo disso, você deve estar se perguntando: ótimo, então como eu começo?

Lógica de programação

Para que um aplicativo se comporte da maneira que queremos, precisamos criar um passo-a-passo, ou seja, uma sequência de instruções para que ele execute uma determinada ação. E a maneira como construímos essas instruções é por meio dos algoritmos.

Então, independentemente de qual linguagem escolhermos, vamos começar estudando estruturas condicionais, loops e manipulação de arrays. Além disso, estudar sobre o paradigma da orientação a objetos e aprender conceitos como herança, polimorfismo e composição ajudam bastante no dia a dia.

Agora que sabemos que precisamos estudar um pouco de lógica e um pouco sobre o paradigma de orientação a objetos, vamos entender mais sobre o mercado.

Plataformas de desenvolvimento

Hoje em dia, temos duas grandes plataformas dominantes: o iOS e o Android. Ambas possuem linguagens próprias, sendo Swift para desenvolver aplicativos para iOS e Java ou Kotiln para desenvolvimento de aplicativos Android.

Atualmente é possível observar uma crescente de aplicativo híbridos, ou seja, aplicativos desenvolvidos com linguagens de programação que não são nativas ao sistema operacional, como uma alternativa à utilização de Swift ou Java.

Então, com uma certa familiaridade com HTML, CSS e JavaScript, por exemplo, podemos fazer uso de ferramentas multiplataformas como o React Native, que nos possibilita desenvolver aplicativos utilizando a linguagem de programação JavaScript e que rode em qualquer uma das duas plataformas.

Desenvolver aplicativos híbridos parece ser o melhor dos mundos mesmo, certo? Porém, ainda existem algumas diferenças que fazem o desenvolvimento nativo ser mais forte. Por exemplo: o React Native utiliza dependências de terceiros, o que causa um certo transtorno quando grandes atualizações acontecem pois sempre existe a possibilidade de quebrar a aplicação.

Agora que já entendemos um pouco o contexto do desenvolvimento mobile, vamos falar sobre as linguagens.

Escolhendo a linguagem 

No final, as linguagens de programação acabam sendo bem parecidas. A diferença de uma para outra são basicamente escolhas internas de design dos criadores das linguagens e a sintaxe, que é como escrevemos o código.

Um ponto limitante para quem escolhe a linguagem Swift é que precisamos de um computador Apple (MacBook Air/Pro, iMac, Mac mini, Mac Pro, etc.) para desenvolver e de um iPhone/iPad para testar a aplicação. E, como sabemos, os valores dos aparelhos e computadores da Apple podem se tornar uma restrição na hora da escolha por Swift.

Para quem optar por Java ou Kotlin, tenho uma boa notícia: aproximadamente 86% dos smartphones do mundo rodam no sistema Android. Logo, o potencial de mercado e a empregabilidade para quem desenvolve para essa plataforma é bem grande, além de ser possível desenvolver e testar os aplicativos na maioria dos dispositivos existentes.

Como começar

Caso essa seja a sua escolha e você queira iniciar com desenvolvimento Android, tendo domínio ou não de alguns desses assuntos, é importante se aprofundar em ao menos algum dos temas com aulas, como os cursos presenciais da Caelum sobre Android.

Ou até mesmo com cursos online, como a formação da Alura em Android (nessa formação, você vai aprender a construir apps do zero — desde usar a IDE Android Studio e entender os fundamentos do framework do Android, até criar funcionalidades complexas, como integração com serviços externos e sincronização de dados offline).

Pra você que curte o MacMagazine, temos um cupom com desconto especial para estudar na Alura. Aproveite! 😃

E aí, pronto pra começar seu novo app?

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