Apple Music Festival não morreu, segundo executivos da Maçã Mas também não tem hora para voltar…

O Apple Music tem crescido num ritmo frenético, atingindo a marca de 60 milhões de assinantes no processo. Concomitantemente, o serviço de streaming da Maçã mudou algumas coisas no setor fonográfico interno da companhia — entre elas, a própria forma de divulgação de músicas (nesse caso, transmitidas) pela Maçã. No entanto, é com o futuro que os executivos Zane Lowe e Oliver Schusser estão preocupados, conforme divulgado em uma nova entrevista da WIRED UK.

Mais precisamente, Lowe (que também é apresentador da rádio Beats 1) disse que o enfoque do serviço é a descoberta de novas músicas, e por isso ele pretende integrar ainda mais o conteúdo da plataforma de streaming de músicas com a Beats 1:

Quero que mais pessoas escutem e descubram essas coisas, e quero integrar mais profundamente o que fazemos na Beats 1 no Apple Music. Eu acho que ainda existem assinantes que não percebem que Elton John fez mais de 200 shows que são obras de arte por si próprias.

Parte desse trabalho já está em andamento com a redesignação das marcas de algumas das playlists mais populares do Apple Music, como as novas “Rap Life” e “ALT CTRL”. Ademais, a companhia também está investindo em conteúdos que acompanham o processo de criação de uma música ou álbum, como descrito por Lowe:

O interessante é que a Beats 1 agora está documentando o processo criativo [das músicas] em tempo real, com o vocalista do Vampire Weekend, Ezra Koenig, discutindo o álbum “Father of the Bride” antes e depois do lançamento em seu programa “Time Crisis”, exibido duas vezes ao mês.

Muitos de vocês se lembrarão do iTunes Festival (depois rebatizado de Apple Music Festival) ou então das iTunes Sessions, duas produções da Maçã para divulgar músicas e artistas com apresentações grandes ou intimistas. Com a expansão do Apple Music, no entanto, a companhia interrompeu esses projetos — mas Schusser quer que você saiba que o Apple Music Festival, precisamente, não morreu.

Nós nunca aposentaríamos o iTunes Festival [sic]. Apenas o pausamos.

Apesar de não realizar o seu conhecido festival há algum tempo (a última edição foi em 2016), a Maçã tem concentrado a divulgação de artistas emergentes em suas lojas físicas ao redor do mundo, algo que Schusser diz que planeja manter. Além disso, a companhia pretender fazer mais livestreams de novos álbuns — a exemplo da apresentação de Shawn Mendes antes do lançamento de sua produção mais recente.

Os executivos também contaram que o Apple Music conseguiu extrair alguns dados úteis do hábito dos usuários que pré-adicionam álbuns às suas contas antes de eles serem lançados oficialmente:

Acontece que os usuários têm quatro vezes mais chances de concluir um álbum se o adicionarem previamente à sua coleção e quase duas vezes mais chances de ouvi-lo novamente. Eles também ouvem música por um tempo quatro vezes maior que outros assinantes do Apple Music.

Schusser revelou, ainda, que o Apple Music tem uma equipe de funcionários os quais ouvem as músicas e transcrevem as letras para garantir que elas estejam o mais precisas possíveis para o novo recurso de letras sincronizadas do iOS 13 (não, a companhia não entra em um site de letras para copiar e colar as letras de músicas no seu serviço).

Por fim, Schusser reafirmou o compromisso da Maçã com artistas e compositores, após a polêmica de uns anos atrás — catalisada por ninguém menos que Taylor Swift — em que a Apple inicialmente não pagaria royalties por reproduções realizadas no período gratuito de testes do Apple Music (decisão que foi, posteriormente, reconsiderada). Segundo o executivo, a Apple “acredita que os artistas devem ser pagos” e que “música não deveria ser gratuita”.


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