Google Pixel 4

Depois da Amazon, da Microsoft e da própria Apple, chegou a vez do Google de apresentar suas armas para o fim do ano e o início de 2020. E a gigante de Mountain View veio forte: depois de meses de vazamentos (alguns até dela própria), a empresa mostrou uma linha sólida, cheia de novidades interessantes — e alguns acenos ao Brasil, inclusive. Vamos dar uma olhada em tudo.

Pixel 4

A primeira das novidades do dia, como não poderia deixar de ser, são os novos smartphones do Google. Como já é tradição na linha, o Pixel 4 e o Pixel 4 XL são idênticos em quase tudo — exceto, claro, no tamanho (físico, bateria e tela/resolução); o foco da empresa continua sendo o poder fotográfico dos smartphones e em novas tecnologias que poderão ajudar os usuários.

Google Pixel 4

Para começar, temos — pela primeira vez na linha Pixel — um sistema de câmera dupla na traseira, com uma lente teleobjetiva de 16MP e um sensor grande-angular “Dual-pixel” de 12MP. A maioria das inovações, como de costume, está no software: temos um modo Live HDR1 que traz controles duplos de exposição e uma prévia em tempo real de como ficará a imagem final; um ajuste automático de balanço de branco usa aprendizado de máquina para deixar todas as fotos com os tons mais realistas possíveis.

O famoso modo noturno (Night Sight) também ganhou melhorias, e agora conta com um recurso específico (chamado de “fotografia astral”) para capturar céus estrelados, planetas ou satélites; você pode simplesmente deixar o telefone parado por alguns minutos na posição correta e o software levará em conta fatores como rotação e translação da terra e movimentos feitos pelo próprio aparelho.

Outra inovação dos Pixels 4 está na frente — e explica a enorme borda superior dos aparelhos. O chamado Motion Sense, nome comercial daquilo que o Google outrora chamou de Projeto Soli, é basicamente um radar instalado dentro do seu telefone que detecta sua presença e abre um leque de possibilidades.

Para início de conversa, ele permite que os aparelhos tenham o sensor facial mais rápido do mercado, com o radar trabalhando com a câmera frontal para detectar o rosto do usuário antes mesmo que ele pegue o telefone nas mãos. Não há informações sobre a confiabilidade do recurso, mas considerando que ele chegou para substituir completamente a leitura de digitais, é de se considerar que o Google colocou aqui tecnologias de segurança aprofundadas.

O Motion Sense tem outras cartas na manga: ele permite que o aparelho saiba quando você está por perto e deixe o Always-On Display ligado somente nesses momentos. Se um alarme ou chamada está tocando e o Pixel 4 percebe que você está levando as mãos até ele, o som é diminuído. E você pode realizar gestos básicos, como deslizar a mão por cima do aparelho, para silenciar alarmes/ligações ou passar faixas num serviço de streaming.

Os novos smartphones contam, ainda, com telas OLED2 HDR de 5,7 polegadas (FHD+, Pixel 4) e 6,3 polegadas (QHD+, Pixel 4 XL) com taxa de atualização de 90Hz — colocando os smartphones próximos dos iPads Pro com telas ProMotion (no sentido de exibir animações muito mais fluidas e realistas — no caso do tablet, estamos falando de telas com taxa de atualização de 120Hz). Temos, também, processador Snapdragon 855, 6GB de RAM3, 64GB ou 128GB de armazenamento, alto-falantes estéreo, certificação IP68 e um coprocessador neural de aprendizado de máquina.

O recurso Active Edge permite que você “esprema” as laterais do smartphone para ativar o Google Assistente — que, por sua vez, chegou ao Pixel 4 em nova versão. Agora, há processamento de voz com “latência quase zero”, respostas 10x mais rápidas e várias novas técnicas, como a habilidade de “assumir seu lugar” quando você é colocado na espera em uma chamada (a assistente simplesmente lhe enviará uma notificação quando você for atendido). Ela também tem novas integrações com apps nativos e processa comandos no próprio aparelho, em vez da nuvem.

Os novos smartphones partirão de US$800 (Pixel 4) e US$900 (Pixel 4 XL) nas cores “Just Black” (preto), “Clearly White” (branco). e “Oh So Orange” (laranja, edição limitada). As pré-vendas começam hoje, e as vendas serão iniciadas nos Estados Unidos na próxima quinta-feira (24/10) pelas maiores operadoras do país — fato inédito para o Google, que sempre preferiu trabalhar com uma ou duas telefônicas.

Será que o Pixel 4 vem para o jogo?

Pixel Buds

O Google apresentou também a nova geração dos seus novos fones de ouvido sem fio — que, agora, são totalmente sem fio, sem um cordão ligando as duas pontas. Os novos Pixel Buds contam com uma nova conexão Bluetooth de longa distância, que permite usá-los a até três cômodos ou um campo de futebol de distância do seu smartphone; em aparelhos rodando o Android 6.0 ou superior, é possível conectar os fones com apenas um toque.

Google Pixel Buds

Os fones também contam com todos os tipos de truques de software. Sensores detectam quando os Pixel Buds são retirados do seu ouvido, e outros conseguem “ler” sua voz por meio do movimento da sua mandíbula para assegurar que seus comandos para o Google Assistente serão entendidos mesmo em ambientes barulhentos. Falando nele, a assistente é profundamente integrada aos fones e pode ser acessada com um simples comando de voz.

Os Pixel Buds contam com uma superfície sensível ao toque para controle de músicas, chamadas e volume; o design dos fones é in-ear, mas uma abertura na parte inferior permite a passagem de sons do ambiente. Ah, e em mais um truque de software, os fones conseguem detectar quando alguém está falando com você e abaixam o volume automaticamente.

Em termos de bateria, os fones duram 5 horas com uma carga; combinando isso com as recargas fornecidas pelo estojo, temos 24 horas de uso; os Pixel Buds trazem, ainda, resistência a água e suor. O único problema é a disponibilidade: segundo o Google, os fones serão lançados somente entre março e junho de 2020, por US$180.

Nest Mini

O pequeno Nest Mini (nova versão do Google Home Mini, agora que a nomenclatura “Google Home” foi descontinuada) também foi anunciado no evento de hoje, e a sua maior novidade — para nós, brasileiros, pelo menos — é que o dispositivo será o primeiro alto-falante inteligente do Google a desembarcar na nossa querida república; já está no ar uma página em português referente ao produto, afirmando que ele estará disponível por aqui “em breve” e convidando os usuários a entrar numa lista de espera.

Google Nest Mini

Mesmo quase idêntico ao seu antecessor, o Nest Mini tem algumas novas cartas na manga. O som, por exemplo, está superior, com reprodução de tons graves até 2x melhor; temos, agora, três microfones (contra os dois de antes) para lhe ouvir de qualquer lugar. O processador é mais rápido e permite que você conecte vários alto-falantes pela casa, criando um único sistema de som; um sensor de presença faz com que o Nest Mini se ilumine quando você se aproxima para controlar seu volume.

O acessório também é capaz de detectar o barulho do ambiente e aumentar ou diminuir o volume da reprodução para que você ouça a assistente ou sua música mesmo que algum ruído surja na sua presença. Além disso, o Nest Mini conta ainda com um suporte embutido para que você o acople na parede, como um quadro, e tem sua cobertura de tecido feita 100% com garrafas plásticas recicladas.

O Nest Mini será lançado, nos EUA, na próxima terça (22/10) por US$50. Ainda não há informações sobre o preço do dispositivo no Brasil, mas ficaremos atentos.

Nest Wifi

O Google também combinou sua Assistente com roteadores: com os novos Nest Wifi, você pode configurar sua internet doméstica com dispositivos estrategicamente localizados (por meio das chamadas redes mesh, ou de malha) que, adivinhem, também respondem aos seus comandos de voz, respondem perguntas e realizam tarefas.

Google Nest Wifi

Temos um dispositivo principal, o Router (Roteador), que pode ser conectado aos Points (Pontos), dispositivos secundários que estendem o alcance da sua rede Wi-Fi para outros lugares da casa. Uma combinação de um Router e um Point é suficiente para cobrir uma casa de 350m², por exemplo — mas vale notar que apenas o Point conta com o Google Assistente embutido.

O Assistente, aliás, poderá ser utilizado aqui para controlar a rede doméstica com uma ajudinha do app Google Wifi. Você pode, por exemplo, pedir que ele “pause a internet das crianças” na hora de dormir.

O Nest Wifi será vendido em pacotes, todos com um Router: o kit com duas peças sairá por US$270, enquanto o pacote com um trio de dispositivos custará US$350; os aparelhos são retrocompatíveis com os roteadores Google Wifi e serão lançados nos EUA no dia 4 de novembro. Não há, ao contrário do Nest Mini, menção sobre lançamento no Brasil.

Pixelbook Go

Acham que acabou? Pois o Google apresentou também o Pixelbook Go, o Chromebook mais acessível já feito pela empresa. Partindo de US$650, o portátil tem design ultrafino e especificações satisfatórias — incluindo uma tela de 13,3 polegadas (que, dependendo da configuração, pode ser Full HD ou 4K), processadores Intel m3, Core i5 ou i7, 8GB ou 16GB de RAM e armazenamento entre 64GB e 128GB. O modelo com tela Full HD aguenta 12 horas longe da tomada.

Google Pixelbook Go

Ao contrário das criações anteriores do Google, não temos aqui uma tela conversível nem nada do tipo; o Pixelbook Go é um laptop e apenas isso. Mas ele tem seus charmes, como uma parte de baixo texturizada (pensada para que você carregue o computador nas mãos com mais firmeza), uma dupla de alto-falantes estéreio e um trackpad multitouch de tamanho generoso. Ele roda, claro, o Chrome OS.

O Pixelbook Go já está em pré-venda nos EUA, na versão preta (a versão rosa será disponibilizada em breve), e chegará às prateleiras do país no dia 28 de outubro.

Stadia

Por fim (ufa!), o Google anunciou a data de lançamento da sua plataforma de jogos por streaming. O Stadia chegará no dia 19 de novembro aos seguintes países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, EUA, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Noruega, Países Baixos, Reino Unido e Suécia. Ainda não há informações sobre o Brasil.

Nos EUA, o Stadia Pro custará US$10 mensais, com acesso à biblioteca de jogos (que desde já conta com títulos renomados como Red Dead Redemption 2, Destiny 2 e Assassin’s Creed Odyssey), transmissão 4K a 60qps, HDR e som surround 5.1.

Seu progresso nos jogos é salvo na nuvem e acessível em qualquer dispositivo compatível. No ano que vem, jogadores poderão também usufruir do Stadia gratuitamente, num modelo em que os jogos serão adquiridos de forma individual (neste caso, a jogatina será limitada a 1080p).

Um kit de acesso, chamado “Founder’s Edition”, já está sendo vendido pelo Google por US$130 e conta com uma unidade do Chromecast Ultra, um controle azul-marinho e duas assinaturas de três meses do Stadia Pro; quem adquirir esse pacote poderá acessar a plataforma já no dia da estreia.

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via 9to5Mac

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