Quantos dias o brasileiro precisa trabalhar para comprar um iPhone 11 Pro? [atualizado] O cenário está melhor que em 2018

No ano passado, o departamento de análise do Picodi (uma empresa focada em cupons) fez um estudo muito interessante no qual foram contabilizados quantos dias uma pessoa precisava trabalhar para poder comprar um iPhone XS Max. Neste ano, com a chegada dos novos smartphones da Apple, eles repetiram a dose.

Levando em conta a média salarial de diversos países, eles estipularam quantos dias são necessários para adquirir (preço à vista) um iPhone 11 Pro de 64GB. É claro que você pode discordar e entender que outra metodologia pode ser mais eficiente nessa análise; ainda assim, não deixa de ser interessante ver como ficou o ranking.

Índice iPhone - Picodi

No Brasil, como sabemos, o iPhone 11 Pro de 64GB está saindo à vista por R$6.299,10; De acordo com o IBGE, a renda média do país está em R$2.298 (R$2.077 líquido, no bolso do trabalhador). Desta forma, um brasileiro tem que trabalhar 63,7 dias para comprar o aparelho — isso, é claro, deixando de lado qualquer outra despesa (um cenário praticamente impossível de acontecer).

Se compararmos com os dias necessários para comprar um iPhone em 2018, o cenário melhorou bastante um pouco. Vale notar, claro, que o iPhone 11 Pro chegou ao Brasil custando mais barato que o XS; a boa notícia, contudo, é que a média salarial em 2018 estava em R$1.268 (R$1.166 líquida) R$2.293 bruto (R$2.073 líquida), bem um pouco menor que a atual divulgada pelo estudo do Picodi.

Na base do ranking temos Suíça, Estados Unidos e Luxemburgo, países onde a relação entre o preço do iPhone e a média salarial é muito equilibrada. De acordo com o estudo, um trabalhador na Suíça precisa de apenas 4,8 dias para comprar o iPhone; nos EUA, os dias sobem para 5,8; já em Luxemburgo, 6,7 dias.

Além de Brasil, apenas outros três países da América Latina estão no ranking: Colômbia (89,7 dias), México (54,2 dias) e Chile (40,2 dias).

Ao trabalho, pessoal! 😝

Atualização 16/10/2019 às 13:11

Conforme o leitor Thiago Rabelo nos informou, o cálculo da média salarial de 2018 estava errado — o Picodi havia levando em consideração a renda média domiciliar e a informação já foi corrigida na matéria deles. Com isso, fizemos os ajustes necessários acima.

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