A13 Bionic tem performance 50% superior à do Snapdragon 855 em testes As promessas da Apple não eram exageradas, aparentemente

Já falamos aqui bastante sobre o A13 Bionic, o chip que equipa os iPhones de 2019. A própria Apple vende o processador como sendo 20% mais rápido que o seu antecessor, o A12 Bionic, e os engenheiros da Maçã afirmaram que o foco na sua engenharia é a eficiência energética. Mas como essas promessas se traduzem na vida real?

Foi exatamente o que a equipe do AnandTech tentou descobrir. Em testes aprofundados com o chip, o site detectou que as afirmações da Apple são reais: em média, a performance da nova CPU1 é 20% superior em relação à do A12 Bionic. Entretanto, um detalhe há de ser considerado: para chegar a esse desempenho, a Apple aumentou o consumo energético do A13; em certos momentos, o chip pode usar até 1W a mais de energia que o seu antecessor.

Segundo a análise, esse comportamento é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo em que confere performance superior ao novo chip, o consumo extra de energia pode significar que os novos iPhones serão mais sensíveis a aumentos de temperatura e suscetíveis ao famigerado throttling (quando o sistema diminui propositalmente a performance do processador para controlar a temperatura do dispositivo). Ainda assim, no geral, o AnandTech determinou que o A13 é cerca de 30% mais eficiente, energeticamente falando, em relação ao seu antecessor — em termos gerais, isto é.

Benchmarks do chip A13 Bionic e dos novos iPhones

Voltando à performance, a análise descobriu que o A13 tem desempenho semelhante ao dos “melhores chips para desktop da AMD e da Intel” — ao menos baseando-se em um dos benchmarks utilizados pelo site, o SPECint2006. Já no Speedometer 2.0, o novo chip da Maçã atingiu pontuações que representam mais que o dobro dos smartphones equipados com o Snapdragon 855+, o processador mais avançado atualmente da Qualcomm.

Se em processamento o A13 Bionic já é um bom avanço, em termos de desempenho gráfico o novo chip é um salto e tanto: segundo a análise, os processadores dos iPhones 11/11 Pro [Max] destacam-se especialmente na habilidade de manter a performance máxima por mais tempo — o site lembra do caso do A12, que só conseguia manter os gráficos em desempenho máximo por 2-3 minutos. Felizmente, isso não acontece por aqui, o que mostra um bom trabalho da equipe de engenharia na dispersão de calor.

Benchmarks do chip A13 Bionic e dos novos iPhones

Os testes completos do AnandTech, que incluem mais uma infinidade de benchmarks e análises, podem ser lidos aqui. Nada mau para a Apple, hein?!

via MacRumors

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