App Gradient é fenômeno de popularidade, mas exige cuidados Descobrir com qual celebridade você se parece é divertido — até você ver a fatura no seu cartão

App Gradient te mostra com qual celebridade você se parece

Nós definitivamente estamos na era dos apps que, baseados em técnicas de aprendizado de máquina, fazem todos os tipos de palhaçadas com os seus rostos — e, de quebra, trazem uma dose de polêmica em seus funcionamentos. Já tivemos o infame caso do FaceApp, que rendeu uma multa milionária à Apple e ao Google, e vimos o app chinês de deepfakes Zao virar febre no País da Muralha. Agora, a bola da vez chama-se Gradient.

Você certamente já viu um amigo ou uma pessoa famosa usando o app nas mídias sociais: é o Gradient que cria aquelas montagens mostrando com qual celebridade você se parece, com uma espécie de “transição gradual” entre você e o seu sósia famoso.

O app viralizou rapidamente nas lojas de aplicativos ao redor do mundo e, em pouco mais de uma semana (desde que o recurso de celebridades parecidas foi atualizado e significativamente melhorado), viu mais de 1 milhão de downloads só no Google Play — e provavelmente um número parecido na App Store, embora a Apple não divulgue esses dados.

Como nos aplicativos supracitados, o Gradient baseia-se em técnicas de aprendizado de máquina no seu funcionamento — e também tem sua cota de incertezas quanto à privacidade.

O aplicativo foi criado por uma desenvolvedora desconhecida chamada Ticket To The Moon Inc., que não tem quaisquer outros apps em seu catálogo e compartilha endereço físico (no estado de Delaware, nos EUA) com uma firma de investimento chinesa, a Meihua Capital Partners. Nos termos de uso, o Gradient afirma que “não se apropria do conteúdo que você faz upload ou edita pelo serviço”, o que significa que, ao menos a princípio, os responsáveis pelo app não utilizarão suas fotos e informações pessoais; cookies e dados de uso, entretanto, podem ser compartilhados para terceiros e anunciantes.

O que exige mais cuidado em se tratando do Gradient, na verdade, está no modelo de negócios. O app conta com vários recursos de edição, mas a maioria deles (incluindo o “comparador de celebridades” que viralizou) só é acessível mediante uma assinatura que custa R$16 mensais ou R$78 por ano; ao fazer o upload de uma das suas fotos, o aplicativo avisará sobre esse detalhe e lhe convidará a testar o serviço por três dias gratuitamente.

Aí é que mora o perigo: para ativar o período de testes, você precisa fornecer suas informações de cartão de crédito (pela infraestrutura da Apple ou do Google). Caso você não se lembre de cancelar a assinatura dentro de três dias, o valor mensal começará a ser cobrado no seu cartão — e não, não adianta excluir o app para cancelar seu vínculo; é necessário lembrar-se especificamente de ir às configurações do Gradient e encerrar o período de testes.

Esse é o tipo de informação que, na maioria dos casos, não precisa ser lembrado, já que os usuários que contratam serviços online costumam estar cientes dessas questões. Por outro lado, quando estamos falando de um app baixado aos borbotões por todos os tipos de usuários (incluindo crianças e adolescentes), é bom que esses detalhes sejam propagados por aí para que ninguém seja engabelado nem gaste dinheiro inadvertidamente.


Ícone do app Gradient Photo Editor

Gradient Photo Editor

de Ticket To The Moon, Inc.

Compatível com iPhones
Versão 1.4.6 (216.9 MB)
Requer o iOS 11.0 ou superior

Grátis

Badge - Baixar na App Store

Código QR Código QR

Fiquemos atentos! 😳

via The Independent

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