O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou que condenou Daniel Butler, um homem de 30 anos, residente de Miami (na Flórida), a 4 anos de prisão por fraudar o sistema de pagamento móvel da Apple.

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Segundo documentos judiciais, Butler e outras três pessoas obtiveram acesso a pelo menos 477 contas de cartões de crédito e vincularam-as ao Apple Pay em seus iPhones. Assim, Butler e seus comparsas puderam comprar usando tais cartões. Resultado: o grupo faturou mais de US$1,5 milhão em compras fraudulentas.

De acordo com as investigações, as atividades ilícitas coincidiram com uma série de compras fraudulentas que começaram a ser denunciadas em março de 2015, cerca de dois meses após o início da ação criminosa; um dos comparsas de Butler já foi condenado e mais dois deverão ser indiciados até o fim deste ano.

Os detalhes da ação criminosa ainda não estão claros. Acredita-se que, assim que os fraudadores obtiveram acesso aos números dos cartões, eles entraram em contato diretamente com os bancos que os emitiram e se passaram pelos proprietários das contas para obter as informações necessárias e vincular os cartões ao Apple Pay.

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Isso, no entanto, não implica que o Apple Pay seja inseguro: embora as transações ocorram pelo iPhone ou Apple Watch, o processo de verificação deve ser feito pelos bancos e instituições financeiras.

Em 2015, um relatório de segurança publicado pelo Drop Labs mostrou que muitos bancos não implementaram as etapas de verificação necessárias para adicionar um cartão ao Apple Pay, o que pode ser uma razão para o aumento das fraudes desde então.

via AppleInsider

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