Goldman Sachs reavaliará limites de crédito do Apple Card após alegações de sexismo Nem todo mundo ficou contente com a retratação do banco, entretanto

Ainda ontem, nós informamos que a Maçã estava no meio de um fogo cruzado envolvendo alguns clientes do Apple Card, depois que uma enchente de comentários na web revelaram um problema um tanto quanto impertinente para um cartão de crédito: diferentes limites de crédito com base no gênero do cliente.

Mais precisamente, alguns (grandes) nomes no mundo da tecnologia relataram que tinham um limite de crédito disparadamente maior que o de suas esposas, sendo que em determinados casos ambos compartilham uma mesma conta e, em outras situações, eles até mesmo possuíam scores bancários menores do que elas.

Após a má impressão gerada pelos consumidores na internet, o Goldman Sachs decidiu se retratar por meio da sua conta de suporte, na qual foi divulgada uma declaração do CEO1 do banco, Carey Halio. Em nota, o executivo explica que o Goldman Sachs não está a par do estado civil de uma pessoa na hora que ele(a) aplica para o Apple Card; no entanto, Halio afirma que o banco analisará novamente as linhas de créditos dos clientes que esperavam um limite maior.

Nós ouvimos vocês #AppleCard

O chefão do Goldman Sachs também infere que a diferença nos limites de crédito decorrem do “histórico de crédito pessoal” de um cliente, ou seja, se os cartões que um(a) solicitante atualmente possui são, na realidade, versões adicionais da conta principal do cônjuge, isso poderá afetar o score da pessoa que está aplicando para o novo cartão.

O desenvolvedor David Heinemeier Hansson, que iniciou as discussões sobre a questão no Twitter, rebateu a declaração do Goldman Sachs, alegando que a instituição “não está em posição” de pedir ao público que simplesmente confie no banco, uma vez que confiança é “conquistada por ações justas e transparentes” e que a implementação do Apple Card foi justamente “o oposto”.

Você não ouviu nada. “Entendo suas preocupações, mas aqui está o porquê de elas estarem erradas e nós estarmos certos” não é ouvir. Isso é paternalismo. Por favor, pare.

A Apple se absteve de comentar o caso e, até o momento, não respondeu aos pedidos de comentários de várias publicações — deixando o Goldman Sachs se virar com a batata quente. Nós vamos continuar acompanhando os possíveis desdobramentos dessa situação e informaremos assim que outras informações surgirem.

via CNBC

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