Durante o seu tour pela Ásia Oriental, o CEO1 da Apple, Tim Cook, deu uma entrevista para o site de notícias japonês Nikkei, falando sobre produção, inovação e, é claro, saúde e privacidade.

Publicidade

Produção

Aproveitando a visita a diversos fornecedores japoneses da Maçã, Cook disse que a companhia olha para “todos os países” antes de determinar onde certa peça ou processo de fabricação será realizado. Contrariando algumas das crenças sobre as atividades da companhia nos Estados Unidos, o executivo destacou que há uma “enorme produção” acontecendo lá, não apenas a montagem do produto final.

Criamos mais de 2 milhões de empregos nos EUA. O vidro deste iPhone é fabricado pela Corning, em Kentucky. Vários dos semicondutores do iPhone são fabricados nos Estados Unidos. Há uma enorme fabricação acontecendo nos EUA, não só a montagem do produto final.

Inovação

Sobre inovação, Cook falou que o mercado de smartphones propriamente dito ainda não atingiu seu auge e que há avanços por vir; por outro lado, ele afirmou que a Apple “nunca esteve tão forte em inovação”.

Não conheço ninguém que chamaria de maduro algo de 12 anos. Às vezes, essas etapas são enormes, outras são menores. […] o espírito e o DNA [da Apple] nunca foram tão fortes no campo da inovação. A linha de produtos nunca foi tão forte.

Saúde

Como em outras ocasiões, Cook foi questionado sobre os recursos de saúde desenvolvidos pela Apple. Para não perder o costume, ele ecoou a sua (clássica) fala de que “a maior contribuição da Apple para a humanidade será na área saúde”. O executivo citou, especificamente, a função ECG do Apple Watch como evidência do progresso da companhia nesse sentido.

Publicidade

Realmente, são apenas algumas pessoas que fazem um eletrocardiograma por ano, uma porcentagem muito pequena da população. Agora, isso está no seu punho.

O executivo também comentou sobre concorrência e monopólio, alegando que a Apple tem “mais concorrentes do que qualquer empresa do mundo”.

Um monopólio por si só não é ruim se não for abusivo. A questão para essas empresas é: elas abusam disso? E isso é algo para os órgãos reguladores decidirem, não eu.

Como sabemos, a companhia está enfrentando problemas judiciais nos EUA e em outros países envolvendo algumas de suas políticas, além de novos recursos do iOS que reduziram a expressividade de alguns serviços de terceiros — situação que tem dado água pela barba no setor jurídico da companhia.

Privacidade

O executivo não poderia terminar a entrevista sem discutir um dos pilares da Apple: privacidade. Mais uma vez, ele disse que os clientes da Maçã não são os produtos da companhia, e que não existe “tráfego de dados” dentro da empresa (cof-cof, Facebook).

Publicidade

·   •   ·

Aos interessados, a entrevista completa pode ser lida no Nikkei.

Taggeado:

Posts relacionados

Comentários

Carregando os comentários…