Os primeiros unboxings e testes com o novíssimo Mac Pro começaram a surgir na web na semana passada, quando alguns usuários influentes puderam botar as suas mãos na workstation. Mas quando comparado a outras máquinas da Maçã, como será que o “Mac mais poderoso até agora” se sai?

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Para responder isso, felizmente alguns resultados de benchmarks do Geekbench 5 estão disponíveis — e eles não são surpreendentes. Com base nas pontuações single-core disponíveis, os processadores de 8, 12 e 16 núcleos do novo Mac Pro oferecem desempenho semelhante aos do iMac Pro, lançado há mais de dois anos.

Comparação do resultado geekbench

Como é possível ver, o Mac Pro básico (com chip Xeon W de oito núcleos) alcançou 1.002 pontos no teste de núcleo único e cerca de 7.606 na medição multi-core; ambas as pontuações foram superadas pelo iMac Pro — também equipado com um chip Xeon W de oito núcleos —, que conseguiu 1.075 pontos no teste de núcleo único e 8.120 no de multi-core.

Naturalmente, quanto melhor a configuração, maior o poder de fogo da máquina; ainda assim, essa força não foi suficiente para colocar o Mac Pro no topo da lista do Geekbench. Nesse sentido, o Mac Pro com processador de 12 núcleos obteve 1.090 pontos no teste de núcleo único e 11.599 no de multi-core; já a versão com 16 núcleos chegou a 1.104 e 14.285 pontos, respectivamente.

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A comparação entre o iMac Pro e o novo Mac Pro foi feita devido à similaridade do processador que equipa as duas máquinas — mas eles não são, obviamente, iguais. De acordo com o desenvolvedor do Tweetbot, Paul Haddad, a diferença entre os dois processadores é que a Apple optou por uma versão mais barata do Xeon W (W-3223) no Mac Pro em vez de usar o modelo com maior performance (W-3225), pois isso afetaria seu preço final — o que é um pouco controverso, considerando que o Mac Pro de entrada já é caro.

Os Mac Pros com 12/16 núcleos têm desempenho razoável para essa classe de CPU; os chips Ryzen da mesma classe são um pouco mais rápidos, mas provavelmente não tão notáveis. Os chips Ryzen custam cerca de 1/3 do preço, e essa parte é bastante notável.
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A razão pela qual o iMac Pro de 8 núcleos é mais rápido que o Mac Pro é porque a Apple optou por colocar a CPU W-3223, mais barata, em vez de usar a W-3225, mais rápida.
É claro que, se eles tivessem feito isso, seria difícil cobrar o US$1 mil extra para fazer o upgrade para 12 núcleos.

Não obstante, é possível forçar um pouco mais a barra e comparar os resultados dos testes de benchmark com outros computadores da companhia; nesse caso, o Mac Pro é ofuscado pelos modelos de iMacs mais recentes quanto à performance nos testes de núcleo único (inclusive pela versão de entrada do desktop, com processador de oito núcleos).

Números à parte, o fato que é o Mac Pro foi feito, como bem divulgado pela Apple e reconhecido pela iFixit, para expansão. Portanto, a capacidade de atualização e a expansibilidade da nova workstation não devem ser negligenciadas — como demonstrado pelo YouTuber e guru de tecnologia Jonathan Morrison no vídeo a seguir:

Com a placa gráfica (opcional) Afterburner, o Mac Pro consegue “relaxar” num trabalho de edição pesado que envolveu a execução de nove trilhas em 4K (nota: em ProRes 4444) simultaneamente.

Como destacado por Morrison, a Afterburner deu conta da maioria do trabalho pesado, sem exigir muito, de fato, da CPU1 do Mac Pro. Posteriormente, ele adicionou um módulo MPX com a placa gráfica Radeon Pro Vega II. O resultado? O Mac Pro reproduziu 16 clipes em qualidade máxima — tudo isso sem parecer que há um avião decolando do seu lado.

Como debatido em uma conversa entre alguns gigantes do mundo da tecnologia — incluindo Morrison, Mark Gurman da Bloomberg e o YouTuber Marques Brownlee —, realmente é preciso ir um pouco além dos benchmarks para falar sobre a potencialidade do novo Mac Pro e entender que isso depende de vários fatores (apesar de que há muito dinheiro envolvido em quaisquer desses cenários). Que venham mais testes!

via MacRumors | imagem: Tech News Daily

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