Esquema de gerentes da Foxconn teria gerado R$175 milhões com iPhones feitos de peças rejeitadas A Apple está investigando o caso

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Imagine a situação: você compra um iPhone e, inicialmente, ele funciona exatamente como esperado. Até que um dia — muito antes de qualquer defeito ser minimamente aceitável — ele deixa de funcionar e, ao levá-lo a um Centro de Serviço Autorizado Apple, você descobre que ele é feito de peças rejeitadas. Inverossímil? Pois era exatamente o que estava acontecendo na China.

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De acordo com o site Taiwan News, um esquema fraudulento foi descoberto recentemente numa das fábricas da Foxconn, uma das principais parceiras da Apple e responsável pela montagem de quase todos os modelos de iPhones vendidos no mundo.

A operação consistia em juntar peças rejeitadas de iPhones — peças com pequenos defeitos que, nas instruções da Apple, deveriam ser destruídas — e usá-las para montar aparelhos funcionais, vendidos no mercado paralelo. Gerentes e funcionários da fábrica de Zhengzhou (China) estariam envolvidos no esquema, com um executivo taiwanês da Foxconn liderando a coisa toda.

Mais precisamente, os funcionários envolvidos no esquema vendiam as peças rejeitadas para uma quadrilha do crime organizado — essa, sim, responsável pela montagem e venda dos iPhones falsificados (ou… quase falsificados). A operação parece ter durado três anos e gerado nada menos que NT$1,3 bilhão (R$175 milhões) para os líderes do esquema.

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O crime foi denunciado em junho passado por um funcionário anônimo da Foxconn, que enviou um email diretamente para Tim Cook informando sobre a fraude. A Apple está investigando o caso por meio do seu Departamento de Auditoria e Garantia de Negócios, que é subordinado diretamente à mesa diretora da empresa; a Foxconn também iniciou uma investigação interna.

via 9to5Mac

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