Vira e mexe, eu diria que pelo menos uma vez por ano, surge por aí um novo estudo com métodos e materiais diferentes que promete revolucionar a autonomia de baterias. A coisas têm melhorado, mas não a passos tão largos quanto gostaríamos.

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Mas é aquela coisa: uma hora vai. E será que essa hora chegou?

Pesquisadores da Universidade Monash, da Austrália, divulgaram nesta semana que estão testando um novo tipo de bateria de lítio que faz uso de enxofre (na verdade estamos falando de uma bateria de sulfato de lítio, ou Li-S) e pode, em teoria, ampliar a autonomia de um smartphone para cerca de cinco dias.

Não só isso, mas a nova bateria mantém uma eficiência de 99% por mais de 200 ciclos, não agride tanto o meio ambiente e é, supostamente, bem mais barata que as atuais de íons de lítio.

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Embora os nossos olhos aqui sejam mais voltados para a aplicação de uma bateria dessas num iPhone, os pesquisadores têm dado um foco bem forte a veículos elétricos. Com o mesmo tamanho das baterias atuais, essa nova poderá proporcionar uma autonomia de mais de 1.000km numa só carga.

Esses mesmos materiais já foram experimentados antes por cientistas, que sempre se esbarraram na instabilidade do cátodo — o qual pode variar bastante em tamanho enquanto é recarregado. O que os pesquisadores da Monash conseguiram foi usar um cátodo flexível que lida com essa expansão/contração de forma muito mais estável e contida.

Testes práticos com a nova bateria já deverão começar este ano não só na Austrália, mas também na Alemanha. Vamos torcer que a coisa seja mesmo promissora e que seja aprovada para implementação em eletrônicos de consumo, mas infelizmente esse não costuma ser um processo muito ágil.

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via Engadget

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