Executivas em painel durante a CES 2020

Pela primeira vez em 28 anos, a Apple participou oficialmente da Consumer Electronics Show (CES) neste ano — mas não com novidades relacionadas a seus produtos, ainda. Na realidade, a companhia foi representada por sua chefe de privacidade global Jane Horvath, em um debate sobre segurança online. As informações são da Forbes.

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Além de Horvath, foram convidadas executivas de outras empresas, como o Facebook e a Procter & Gamble, além de uma representante da Comissão Federal de Comércio (Federal Trade Commission, ou FTC) dos Estados Unidos.

Naturalmente, a chefe de privacidade da Maçã defendeu as ações da companhia para proteger os dados de dispositivos dos seus clientes, uma questão especialmente importante para entendermos o recente (e não exatamente inédito) caso entre a Apple e o FBI. Nesse sentido, Horvath reafirmou a importância da criptografia para assegurar a privacidade dos dados de usuários em dispositivos móveis:

Nossos smartphones são relativamente pequenos e podem ser perdidos e roubados. Se pudermos confiar nossos dados de saúde e financeiros em nossos dispositivos, precisamos garantir que, se você perder esse dispositivo, não estará perdendo suas informações confidenciais.

Como sabemos, a Apple mantém uma posição consistente em relação ao uso de criptografia — mesmo que isso implique na redução de sua capacidade para colaborar com investigações criminais, uma vez que a empresa não tem acesso a todos os dados dos usuários, a exemplo do caso que veio à tona ontem.

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De acordo com a executiva, a Maçã tem uma equipe dedicada a reponder solicitações judiciais e da polícia sobre os seus dispositivos, mas refutou a criação de backdoors nos sistemas para dar acesso a dados privilegiados dos usuários, afirmando que essa “não é a solução para tais problemas”.

Ela foi questionada, ainda, sobre a coleta de dados por outras empresas de tecnologia, a exemplo do Facebook — e, para manter a política da boa vizinhança, Horvath afirmou que “não iria comentar os métodos adotados por seus competidores”.

Por fim, a executiva aproveitou a oportunidade para informar sobre algumas tecnologias que a Apple vem desenvolvendo, a exemplo de um recurso que verifica possíveis conteúdos de abuso ou pornografia infantil carregados para o iCloud. Ademais, a empresa adota métodos de privacidade diferencial e randomização em seus serviços nativos (como o Face ID e o reconhecimento facial do app Fotos) para garantir a oferta dessas tecnologias sem que a Maçã colete qualquer dado.

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via CNBC

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