Apple TV+ já teria mais de 30 milhões de assinantes nos EUA; Oprah comenta saída de documentário

Mais um dia significa o que? Mais notícias do Apple TV+, é claro! Pois vamos a elas.

Número de assinantes

De acordo com o Wall Street Journal, a plataforma de conteúdo original da Maçã já conta, cerca de três meses após o seu lançamento, com 33,6 milhões de assinantes somente nos Estados Unidos. Com isso — se os números estiverem corretos, obviamente —, o Apple TV+ já tem mais usuários do que o Disney+ (23,2 milhões) e o Hulu (31,8 milhões).

Os números levam em conta todos os usuários que estão desfrutando do ano gratuito do Apple TV+ com a compra de um novo iPhone, iPad, Mac ou Apple TV, portanto não chegam a ser surpreendentes. Ainda assim, segundo John Gruber, esses indicativos iniciais mostram que a plataforma de conteúdo original da Apple é um sucesso, até porque — de acordo com ele — muitos usuários optarão por continuar com a assinatura após o fim do ano gratuito. Vocês continuarão?

Razão para Oprah deixar projeto

Como informamos há algumas semanas, um dos projetos mais ilustres do Apple TV+ encontrou um fim abrupto por diferenças criativas. Refiro-me ao documentário sobre assédio sexual na indústria fonográfica, que teria produção executiva da apresentadora Oprah Winfrey mas foi cancelado após divergências entre a produtora e o restante da equipe.

Oprah Winfrey

Pois Oprah veio a público recentemente e, à rede CBS, comentou sua saída do projeto. A apresentadora fez questão de notar que o acontecimento não representaria uma vitória para Russell Simmons, magnata da indústria fonográfica que seria o pivô do documentário:

Eu digo com absoluta certeza que não deixei o documentário por causa de Russell. Isso não é uma vitória para ele. Eu não serei silenciada por um Russell Simmons depois de tudo que eu passei.

Oprah afirmou que a decisão de deixar o documentário foi difícil justamente por conta da impressão que isso poderia deixar, e que as vozes das mulheres que acusaram Simmons de assédio ou violência sexual “precisam ser ouvidas”.

Eu vivi o #MeToo desde que tinha 9 anos: eu fui estuprada aos 9 anos, assediada sexualmente dos 9 aos 14, e depois estuprada de novo aos 14. E nada é mais difícil do que se defender quando você tem 14 anos e ninguém acredita em você — nem minha própria família acreditava em mim. Então eu defendo essas mulheres. Eu acredito nelas.

A saída de Oprah do projeto foi necessária, entretanto, depois que a apresentadora obteve conhecimento sobre novos desdobramentos na história:

Eu não me importo com prêmios — eu só me importo em fazer as coisas do jeito certo, e acho que há algumas inconsistências nas histórias que precisávamos checar. Eu queria que o contexto do caso fosse ampliado, queria que mais mulheres fossem trazidas para o projeto. […] O que isso tudo me ensinou é que não se deve colocar o nome em nada que você não tenha controle criativo.

Vale notar que, mesmo sem o envolvimento de Oprah, o documentário continua em produção e será lançado em breve — mas não no Apple TV+, naturalmente. Já a apresentadora, claro, tem vários outros projetos com a Maçã, incluindo uma série sobre saúde mental produzida em parceria com o (ex?) Príncipe Harry.

Bastidores — e um podcast — de “Little America”

Enquanto isso, a série “Little America”, que estreou recentemente no Apple TV+ e tem recebido ótimas críticas, teve mais detalhes de sua produção revelados numa reportagem da Forbes. De acordo com o produtor executivo Kumail Nanjiani, o seriado foi rejeitado por várias emissoras antes de encontrar um lar em Cupertino.

"Little America"

Segundo Nanjiani, o conceito da série — que tem um formato de antologia e segue, a cada episódio, diferentes histórias (reais) de imigrantes nos EUA — fez com que algumas emissoras mais tradicionais ficassem “um tanto hesitantes” em relação a ela.

Cada um [canal] estava preso aos seus velhos métodos. Eles diziam “peraí, você quer fazer uma série que não tem nenhum astros conhecido, com protagonistas majoritariamente não-brancos na nossa emissora totalmente tradicional?” Eles estavam com medo de fazer uma série de antologia sobre imigrantes chegando aos EUA.

Segundo Nanjiani, ele e os demais produtores chegaram à Apple falando sobre a série de forma absolutamente passional — e a Maçã abraçou o projeto com o mesmo entusiasmo. Além de encomendar logo de cara duas temporadas de “Little America”, a empresa aceitou ampliar consideravelmente o orçamento de um dos episódios (o último da primeira temporada) por conta de um detalhe político: a produção precisava de um ator sírio em particular, que não podia — por conta das restrições recentes impostas pelo governo Trump — viajar para os EUA. A equipe toda, então, foi para o Canadá filmar aquele episódio em particular.

Segundo o coprodutor Lee Eisenberg, o impacto de “Little America” vai se espalhar: em breve, a equipe disponibilizará playlists no Apple Music com as canções incluídas em cada episódio da produção, e um livro sobre as histórias da série será lançado em algum momento. Haverá, também, um podcast aprofundando-se nos casos contados em cada episódio — confirmando um rumor recente publicado pela Bloomberg, aliás.

Muito legal, não?

Scott Z. Burns

Enquanto isso, a Variety informou que a Apple está próxima de fechar contrato com o diretor e roteirista Scott Z. Burns (“The Report”) para a produção de uma série antológica sobre as mudanças climáticas, chamada “Extrapolations”.

Scott Z. Burns

O acerto de Burns com a Maçã ainda não está confirmado, mas a sua ideia por trás da série sim: aparentemente, teremos “histórias íntimas de como as mudanças vindouras no planeta afetarão o amor, a fé, o trabalho e a família numa escala pessoal e humana”. As histórias serão contadas separadamente, mas se cruzarão ao longo da série.

Burns está desenvolvendo o conceito e deverá ocupar o cargo de diretor e roteirista na maioria dos episódios, enquanto Michael Ellenberg — cuja produtora, Media Res, produz “The Morning Show” — produzirá a série. Nós, claro, ficaremos atentos quanto a possíveis novidades aqui.

Featurette de “Servant”

Temos também uma nova featurette da série de suspense “Servant” — esta, focada na importância da comida para a narrativa (que é muita, como é óbvio para todo mundo que já viu a série). Segundo o criador Tony Basgallop, o uso das abundantes imagens de alimentos servem para evocar uma resposta visceral no espectador.

No vídeo, temos algumas informações reveladas, como o fato de que a produção tem um chef dedicado a preparar as refeições vistas em cena e que o ator Toby Kebbell (que interpreta um cozinheiro na série) também participa dos processos.

Terceira temporada de “Carpool Karaoke”

Por fim, o apresentador James Corden divulgou o trailer oficial da terceira temporada de “Carpool Karaoke: The Series”, que estreia hoje mesmo (24/1) no Apple TV. Essa leva de nove episódios, com um lançado a cada sexta-feira, trará a participação de artistas como Kesha, Rashida Jones e o elenco de “Stranger Things”.

O primeiro episódio da terceira temporada de “Carpool Karaoke: The Series” já está disponível no aplicativo Apple TV — lembrando que não é necessária uma assinatura do Apple TV+ para assistir à série; basta abrir o app no seu dispositivo e aproveitar.

Bônus

Ainda no assunto “Carpool Karaoke”, desculpem estragar a ilusão de vocês, mas, como trazido pelo YouTuber Marques Brownlee, um tweet está circulando na rede e comprovando que toda a nossa vida é uma mentira.

James Corden não dirige de verdade durante o “Carpool Karaoke”. Me sinto traído.

Um outro usuário apontou que Corden já dirigiu o carro em alguns episódios antigos da série, mas optou pelo arranjo mais, digamos, livre nas temporadas recentes. Vê se pode? 😛

via Daring Fireball; iMore: 1, 2; iDownloadBlog

Posts relacionados

Comentários