Há alguns dias, informamos que existe a possibilidade de a Apple lançar o famigerado “iPhone 9”, seu provável futuro modelo de entrada, em março. Se os rumores forem verdadeiros, então já está mais do que na hora de a Maçã começar a produção do gadget — porém o cronograma da companhia poderá ser afetado pelo surto do Coronavírus na China.

A base de produção da Apple na China já corre o risco de ser fechada após o feriado do Ano Novo Lunar, como noticiado pela Bloomberg. As cidades mais afetadas pelo surto do vírus já estão com restrições à circulação, e provavelmente essas e outras medidas de segurança perpetuarão por um bom tempo à medida que o número de infectados aumenta.

A maioria dos iPhones é fabricada na China por três grandes montadoras: Foxconn, Zhengzhou e Pegatron. As fábricas estão a mais de 500km de Wuhan, epicentro do surto do Coronavírus, porém de acordo com analistas, a distância “não imuniza contra os efeitos da doença”, como explicou Patrick Moorhead, da Moor Insights & Strategy:

Não consigo imaginar um cenário em que a cadeia de suprimentos não seja interrompida. Se houver um grande problema na obtenção de matérias-primas, fabricação, montagem, testes e remessas, será uma interrupção total.

A Foxconn, por sua vez, disse que está “monitorando a situação e seguindo todas as orientações de saúde recomendadas”. Ela se recusou a comentar sobre a produção em locais específicos, mas confirmou que possui um “protocolo em vigor para continuar cumprindo todas as obrigações globais de fabricação”.

Geralmente, a Apple lança seus dispositivos flagships no segundo semestre, então o surto e a eventual interrupção da produção não deverá afetar esse cronograma. No entanto, a companhia teria feito o pedido de 15 milhões de unidades do suposto “iPhone 9”, e a produção em massa que deveria começar em fevereiro próximo corre o risco de ser adiada.

Segundo pessoas familiarizadas com as operações da Apple, é “improvável que isso cause um grande impacto imediato nos planos de produção da companhia”, uma vez que ela investe em fontes duplas para muitos dos seus componentes, “mitigando o efeito de cenários extremos”.

Investidores e analistas esperam que o CEO1 da Maçã, Tim Cook, comente o assunto durante a conferência de resultados financeiros do 1º trimestre fiscal de 2020, a qual será realizada hoje (28/1). O executivo disse no fim de semana que a Apple apoiará grupos de suporte na China que combatem o avanço da doença.

via MacRumors

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