O Departamento de Polícia de Nova York (New York City Police Department, ou NYPD) está aposentando os livros usados há mais de um século para registrar ocorrências e atividades diárias em prol de um novo app para iPhone, de acordo com uma reportagem do The New York Times1.

Os livros de anotações da polícia nova-iorquina eram usados para registar detalhes sobre prisões em flagrante, ligações de emergência e missões de patrulha. Contudo, desde 2018 o NYPD tem feito a transição para um novo app, pelo qual os agentes podem inserir suas anotações — que por sua vez são enviadas para um banco de dados do departamento.

Além da praticidade, a mudança marca uma grande atualização na maneira como as anotações sobre casos policiais são tratadas, tornando-as não só mais acessíveis como garantindo que as informações não sejam perdidas. Ademais, isso permitirá que eles coletem algo denominado “dados limpos”, como fotos, vídeos e áudios de testemunhas que possam ajudar em possíveis buscas e investigações.

O vice-chefe da polícia de Nova York, Anthony Tasso, disse ao NYimes que o sistema digital permite que tais dados limpos sejam usados em ações de combate ao crime: “Isso nos dá habilidades que não tínhamos antes, quando os cadernos eram deixados nos armários dos policiais e não tínhamos acesso a uma grande quantidade de informações.”

Claro que, como qualquer transição, algumas coisas (ou melhor, relíquias) ficam marcadas. No caso do NYPD, o livro do policial Shaun McGill — o primeiro oficial a chegar ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001 — foi e será mantido como uma “evidência fundamental atemporal”.

O NYPD fornece dispositivos móveis para oficiais desde 2015 — entre os quais existem, atualmente, cerca de 37.000 iPhones em uso. Certamente essa mudança também seria muito bem-vinda em outras regiões e serviços de emergência, como bombeiros, ambulâncias, etc.

via MacRumors

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