Em disputa com a Corellium, Apple exige ver comunicações de banco e empresa de inteligência

Se você não acompanhou os capítulos anteriores da disputa da Apple contra a Corellium, aí vai um pequeno resumo: inicialmente, a Maçã entrou com um processo contra a empresa de virtualização, acusando-a de violar seus direitos autorais ao replicar ilegalmente o iOS para testes de segurança e outras atividades.

Em seguida, a Corellium respondeu afirmando que, na verdade, prestava um serviço à Apple e que a empresa devia US$300 mil a ela. Por fim, a Apple afirmou que a rival favorecia a criação de ferramentas de jailbreak.

Pois agora, no desdobramento mais recente do caso, a Apple colocou as asinhas de fora de uma vez por todas: a gigante de Cupertino simplesmente exigiu que duas empresas revelassem todas as suas comunicações internas com e sobre a Corellium, incluindo o uso dos softwares da rival, contratos e informações sobre os seus fundadores. As informações são da Forbes.

As duas empresas em questão são o Banco Santander e o grupo de inteligência L3Harris Technologies, avaliado em US$50 bilhões. Segundo a reportagem, o Santander apenas testou os produtos da Corellium, mas a Apple quer, de qualquer forma, analisar as comunicações internas do banco e mostrar, na corte, as características do produto que, segundo ela, viola suas propriedades intelectuais.

O chefe de pesquisa do Santander, Daniel Cuthbert, posicionou-se no Twitter a favor da Corellium, afirmando que a Apple não foi sábia na investida contra a empresa:

Vou dizer apenas isso: Corellium, vocês obviamente são de outros planetas porque NÃO É POSSÍVEL que isso tenha sido criado por humanos. Tecnologia alienígena e eu, juntos, recebemos nossos novos senhores. Isso é magia e vai mudar as coisas, de verdade.

E essa é uma atitude ruim da Apple [o processo]. A tecnologia permite que nós simplifiquemos e modernizemos toda a abordagem aos testes. Não precisamos mais de fazendas de telefones reais para testes. Permite desenvolvimento rápido em múltiplos dispositivos, algo que a Apple nunca facilitou.

O advogado da Corellium, David Hecht, declarou que continuará “expondo as táticas de má-fé da Apple” para vencer a Maçã nos tribunais; ele afirmou ainda que a exigência de abrir as comunicações do Santander e da L3Harris é uma tática de intimidação da gigante de Cupertino feita para acossar a Corellium e afetar suas relações com clientes.

Como os documentos do processo ainda estão sob segredo de justiça, não há como saber se o pedido da Apple será garantido. Vamos ficar atentos nessa história toda.

dica do Anderson Silva

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