Novo estudo da Johnson & Johnson, em parceria com a Apple, quer descobrir se o Watch pode reduzir o risco de AVC

Estudo Heatline

Em parceria com a Apple, a Johnson & Johnson (mais precisamente a Janssen, grupo de empresas farmacêuticas da Johnson & Johnson) abriu inscrições para o Estudo Heartline.

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A ideia é descobrir se um app para iPhone e os recursos de saúde do Apple Watch podem reduzir o risco de acidente vascular cerebral (AVC, também conhecido como derrame) ao detectar precocemente a fibrilação atrial (AFib).


Ícone do app Heartline Study

Heartline Study

de Johnson & Johnson Health Technology

Compatível com iPhonesCompatível com Apple Watches
Versão 1.2.3 (75.3 MB)
Requer o iOS 13.2 ou superior
🇺🇸 Indisponível na App Store brasileira!
Screenshot do app Heartline StudyScreenshot do app Heartline StudyScreenshot do app Heartline StudyScreenshot do app Heartline StudyScreenshot do app Heartline StudyScreenshot do app Heartline Study

AFib, uma forma relativamente comum de ritmo cardíaco irregular, é uma das principais causas de acidente vascular cerebral nos Estados Unidos.

Eia a declaração de Michael Gibson, copresidente do Comitê Executivo da Heartline, professor de Medicina da Harvard Medical School e CEO1 do Instituto Baim:

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O Heartline é um estudo que tem o potencial de mudar fundamentalmente nossa compreensão de como as ferramentas digitais de saúde, como o aplicativo ECG e o recurso de notificação de ritmo irregular do Apple Watch, podem levar à detecção mais precoce da AFib, ajudando pacientes a entender e se envolver diretamente com a saúde do coração, estimulando conversas potencialmente vitais com seus médicos e melhorando os resultados de saúde.

Apesar de a AFib ser uma das principais causas de acidente vascular cerebral, as pessoas geralmente não apresentam sintomas, dificultando o diagnóstico. Mais de 33 milhões de pessoas em todo o mundo e até 6 milhões de americanos vivem com AFib. O problema é que até 30% delas não fazem ideia disso até que aconteça um acidente cardiovascular grave, como um AVC. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, a AFib resulta em 158 mil mortes e 454 mil hospitalizações a cada ano.

Paul Burton, vice-presidente de assuntos médicos e de medicina interna da Janssen Scientific Affairs, uma das empresas farmacêuticas da J&J, declarou:

Ao procurarmos enfrentar alguns dos maiores desafios da área da saúde, precisamos trazer as melhores mentes e capacidades para o nosso lado. Por meio dessa importante colaboração com a Apple, somos pioneiros em novos modelos que, esperamos, possam quebrar algumas das barreiras mais comuns à participação em estudos clínicos. Nosso trabalho é desenvolver e fornecer soluções para os afetados pela AFib nas áreas de detecção, tratamento e cuidados, por meio de novas abordagens, para que possamos melhorar potencialmente suas vidas hoje e no futuro.

O diferencial do estudo é permitir que as pessoas participem de forma remota, diretamente do iPhone e, em alguns casos, do Apple Watch, em vez de se deslocarem para um determinado local a fim de realizar os testes clínicos in loco. Essa abordagem para a realização de um ensaio clínico, se for bem sucedida, pode economizar bastante tempo e custo.

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O estudo é focado em pessoas com 65 anos ou mais que residem nos EUA, têm um iPhone 6s ou superior, Medicare (sistema de seguros de saúde gerido pelo governo americano) e liberem acesso a esses dados de saúde; os interessados podem se inscrever nessa página.

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