Coronavírus: Apple restringe experiência de usuários com AirPods e Watches em lojas; Casa Branca pede ajuda a empresas de tecnologia

A Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou oficialmente, ontem (11/3), pandemia de Coronavírus (COVID-19). Ainda que isso já era esperado, muitos governos e países elevaram suas medidas de segurança, entre eles os Estados Unidos, onde mais de 1.000 casos foram confirmados.

Claro que isso afeta diretamente as operações da Apple no país (ou melhor, *já vem* afetando). Como informamos, a companhia reduziu o horário de funcionamento de algumas lojas e está instruindo seus funcionários a tomarem algumas precauções — algumas delas novas, como veremos a seguir.

Restrição para experimentar AirPods e Apple Watches em lojas

Uma reportagem do Business Insider informou que a Apple está reduzindo a experimentação de AirPods e Apple Watches em algumas lojas como parte do esforço para conter a disseminação do Coronavírus.

Segundo informações, os clientes ainda podem pedir para experimentar os produtos, mas os funcionários teriam recebido ordens para não “oferecer testes proativamente ou incentivá-los”.

De fato, sempre que um cliente quer experimentar os AirPods, é necessário fazer essa solicitação para um funcionário da Apple, como lembrado pelo Mark Gurman, da Bloomberg — para o Apple Watch essa regra não vale tanto, pois é mais comum vermos empregados da Maçã perguntando a clientes se eles querem testar o relógio. Sendo assim, o que mudou é que os funcionários podem fazer alguns alertas antes do teste — ou mesmo convencê-lo a não fazer.

De fato, as lojas de varejo da Apple estão apenas permitindo os testes de AirPods e o Apple Watch mediante solicitação do cliente. Não parece diferente da minha experiência nas lojas antes de hoje. Além disso, quem vai querer experimentar um relógio ou fones de ouvido agora? Duvido que isso terá impacto as vendas.

Em áreas com surtos mais graves do Coronavírus, como San Francisco e Seattle, as sessões do Today at Apple foram totalmente suspensas. Um porta-voz da Apple confirmou que a empresa está realmente limitando a aglomeração nas lojas, mas se recusou a comentar especificamente a restrição em experimentar gadgets.

Com exceção das regiões supracitadas, todas as outras lojas da Apple nos EUA permanecem abertas no momento. Como já cobrimos, a maioria dos pontos na China reabriram, enquanto que todas as lojas na Itália estão fechadas.

Governo dos EUA pede ajuda para empresas de tecnologia

Ontem, noticiamos que a Apple e outras gigantes da tecnologia se reuniram na Casa Branca (Washington, D.C.) para debater os efeitos do Coronavírus no país. Agora, temos informações do que aconteceu nesse encontro, como divulgado pelo POLITICO.

Segundo a reportagem, o governo Trump pediu ajuda a algumas das maiores empresas de tecnologia (Apple, Google, Microsoft, Facebook, Twitter, Amazon e IBM) na coordenação e no compartilhamento de informações sobre o avanço do vírus no país. As empresas também foram solicitadas a usarem seus “conhecimentos técnicos” para ajudar “a lidar com as consequências do Coronavírus”.

A reunião contou com a presença de representantes de cada uma das empresas, além de funcionários da Casa Branca e representantes de agências governamentais que incluem o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, os Institutos Nacionais da Saúde (NIH), o Departamento do Trabalho dos EUA, os Centros de Serviços Medicare e Medicaid.

A Casa Branca está trabalhando para lançar um banco de dados de pesquisas relacionadas ao Coronavírus e quer que as empresas de tecnologia ajudem os pesquisadores médicos a analisá-los em busca de insights com técnicas de inteligência artificial (IA).

Produção na China é retomada, mas estoques preocupam

O fundador Foxconn, Terry Gou Tai-ming, disse hoje que a retomada da produção em suas fábricas na China “excedeu as expectativas”, após a interrupção do processo de fabricação devido ao Coronavírus. As informações são do South China Morning Post.

O auge da epidemia na China já passou, segundo a principal comissão de saúde do país. Na província de Hubei, um dos epicentros da contaminação, foram registrados apenas 8 novas infecções na terça-feira — a primeira vez que foi visto uma contagem diária inferior a 10.

Após a desaceleração da disseminação do vírus, mais empresas reabriram na China, enquanto as autoridades flexibilizam medidas rígidas de contenção. No entanto, para a Foxconn, os problemas de produção foram substituídos por preocupações de vendas nos EUA:

Nos EUA, estamos preocupados com o mercado. Se a produção for retomada rapidamente, mas os consumidores pararem de comprar… isso seria determinante para a recuperação econômica.

O executivo também se diz preocupado com a cadeia de suprimentos no Japão e na Coreia do Sul, que estão enfrentando seus próprios surtos graves de COVID-19. Gou também citou o aumento dos preços dos chips de RAM1 e problemas de fornecimento com displays, mas não entrou em detalhes.

via 9to5Mac, MacRumors, Reuters

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