O que muda e o que permanece igual nos iPads Pro de 2020 A palavra de ordem, aqui, é produtividade!

E seguimos com a cobertura das novidades apresentadas hoje de manhã pela Apple! No último artigo, nos aprofundamos nas mudanças trazidas pelo novo MacBook Air; agora, faremos o mesmo em relação ao novo iPad Pro.

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Abaixo, listaremos todas as novidades da nova geração de tablets profissionais da Maçã — além de comentarmos, como de costume, o que permaneceu inalterado nos dispositivos. Vamos lá, então?

Processador

À primeira vista, poderia se pensar que a Apple não fez grandes mudanças no chip do iPad Pro — afinal, fomos de um A12X Bionic para um A12Z Bionic, permanecendo (ao menos em números) na mesma “geração”. Isso seria um engano, entretanto: o processador que equipa os novos iPads Pro recebeu ganhos significativos de performance, especificamente na parte gráfica.

iPad Pro

Em termos de processamento bruto, não há grandes novidades aqui: a Apple não informou, inclusive, os ganhos de performance na nova geração dos chips, então teremos de aguardar os benchmarks para saber o quão mais rápido o A12Z Bionic é em relação ao seu antecessor. Isso não deverá arrepiar os cabelos de ninguém, de qualquer forma, considerando que o chip da geração anterior dos iPads Pro já é bastante veloz.

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O foco desse “Z”, portanto, é realmente nos gráficos. Temos, aqui, oito núcleos de processamento gráfico (o dobro presente no chip A13 dos iPhones mais recentes, por exemplo), que permitirão rodar aplicações e conteúdos ainda mais exigentes. Pense em design 3D, vídeo 4K (reprodução e edição) e realidade aumentada, por exemplo. Falando nela…

Scanner LiDAR

À primeira vista, o módulo de câmera traseiro dos novos iPads Pro (mais sobre elas a seguir) parece igual ao dos iPhones 11 Pro. Não é bem assim, entretanto — os novos tablets contam com algo inédito entre os dispositivos da Maçã: um scanner LiDAR.

iPad Pro

E o que raios é isso? LiDAR é um acrônimo para light detection and ranging (detecção e variação de luz), e representa uma tecnologia ótica de detecção remota que mede propriedades da luz refletida de modo a obter a distância e/ou outra informação a respeito um determinado objeto distante.

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Se isso fez pouco sentido para você, basta saber o seguinte: trata-se de um sensor muito mais apurado para “ler” volumes e distâncias, capaz de escanear um cômodo inteiro — ele funciona num raio de 5 metros — com medidas e volumetrias precisas, ao nível dos fótons, de tudo o que há nele. Basta saber que essa é a mesma tecnologia usada pela Apple nos veículos que capturam informações das ruas para os Mapas.

iPad Pro

Na prática, isso significa uma série de coisas: primeiramente, as aplicações de realidade aumentada (AR) ficarão muito mais realistas e poderosas nos novos iPads Pro, com colocação instantânea de objetos na escala correta. Também será possível fazer capturas 3D de objetos e pessoas para todos os tipos de propósitos; o aplicativo Medidas (Mesures), inclusive, ficará ainda mais preciso e dará informações corretas ao nível dos milímetros.

As possibilidades são enormes — e animadoras.

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Câmeras

Em termos de câmeras “comuns”, os novos iPads Pro têm, pela primeira vez, um leque de opções na parte traseira. Além do sensor de 12MP com lente grande-angular, temos agora também um sensor de 10MP com lente ultra-angular, parecido com o do iPhone 11 e capaz de capturar um ângulo de visão muito maior.

Microfones

A nova geração do iPad Pro conta com 5 microfones de “qualidade de estúdio”, segundo a Apple. Os componentes têm a captura ajustada automaticamente de acordo com a forma que o tablet está sendo segurado, para garantir uma gravação suave e constante em qualquer orientação; alguns aplicativos profissionais, como o DoubleTake by FiLMiC Pro, tirarão vantagem do novo sistema para apresentar opções de captura de áudio ainda mais aprofundadas.

Conexões

Os novos tablets da Maçã incorporam, assim como os iPhones mais recentes, suporte ao novo protocolo Wi-Fi 6, que traz velocidades de conexão de até 1,2Gbps. Vale notar que os Macs ainda não tomaram o mesmo caminho — até o momento, nenhum computador da Apple é capaz de aproveitar essas novas redes ultravelozes.

Além disso, para os modelos com conexão LTE, temos um rádio ainda mais versátil — agora, ele pode se conectar a até 30 bandas diferentes da rede celular, uma a mais do que os modelos anteriores.

Aparentemente, todos os modelos (A2068, A2069, A2230 e A2232 — a Apple já informou que os modelos comercializados no Brasil serão o A2068 e o A2069) suportam as bandas/frequências mais utilizadas no Brasil — ou seja, independentemente de onde no mundo você comprar o novo iPad Pro, conseguirá utilizar o 4G numa boa em terras brasileiras.

Armazenamento

Assim como no novo MacBook Air, felizmente, demos um salto nos armazenamentos iniciais dos iPads Pro: agora, os modelos de entrada trazem 128GB (antes eram 64GB). As outras opções continuam iguais: 256GB, 512GB e 1TB, para quem precisa de muito espaço interno.

RAM

De acordo com códigos do iPadOS 13.4 analisados pelo 9to5Mac, não há dúvidas: *todos* os novos iPads Pro contam com 6GB de RAM1 — na geração anterior, apenas os modelos com 1TB de armazenamento contavam com essa quantidade de memória; todos os outros limitavam-se a 4GB. Boas novas, portanto.

Chip U1

Ainda de acordo com o 9to5Mac, os novos tablets profissionais da Maçã trazem o mesmo chip U1 introduzido nos iPhones mais recentes. Com isso, os novos iPads Pro tornam-se efetivamente emissores e receptores de ondas de banda ultralarga, sendo compatíveis com as (ainda vindouras) “AirTags” e com uma série de outras aplicações interessantes.

Suporte a trackpads

Essa não é uma novidade exclusiva dos novos iPads Pro, e sim de todos os modelos do tablet que receberão o iPadOS 13.4; ainda assim, vale a pena comentar.

iPad Pro

Na nova versão do sistema, o suporte a cursores (introduzido no iPadOS 13.1 como um recurso de acessibilidade) será significativamente expandido. Agora, será possível utilizar trackpads para interagir com o dispositivo, com uma série de novidades a nível da interface para enriquecer essa experiência.

O cursor interage com os ícones em tela e muda de aparência de acordo com o tipo de elemento, trazendo uma experiência ainda mais dinâmica do que aquela com que nos acostumamos nos computadores. Esse vídeo divulgado primeiramente pelo The Verge, estrelando Craig Federighi em pessoa, traz uma panorâmica do que nos aguarda.

https://twitter.com/reneritchie/status/1240448374727417860

Obviamente, só poderemos ter uma ideia mais profunda dessas mudanças quando colocarmos as mãos num tablet rodando o iPadOS 13.4, mas a mensagem da Apple é clara: a transição do iPad, de dispositivo de conteúdo para dispositivo de produção, está acontecendo a galope.

Magic Keyboard

Para acompanhar as novidades, a Apple lançou um acessório interessantíssimo para os novos tablets. O Magic Keyboard para iPad Pro é, ao mesmo tempo, capa, teclado e trackpad; ele prende-se ao dispositivo magneticamente e conecta-se por meio do Smart Connector, sem requerer uma bateria própria.

iPad Pro

Suas teclas são retroiluminadas e têm mecanismo tesoura, semelhante ao do MacBook Pro de 16 polegadas e do novo MacBook Air; o trackpad, por sua vez, traz suporte a gestos multitoque. Temos, ainda, uma entrada USB-C no acessório que pode ser utilizada para recarregar o iPad Pro — e, mais que isso, libera a porta presente no próprio tablet para que você conecte um outro acessório, como um leitor de cartões ou um adaptador de vídeo.

O design do Magic Keyboard para iPad Pro merece uma nota à parte: com uma dobradiça extra-forte, ele permite que o tablet “flutue” durante o uso, trazendo a tela a um nível muito mais confortável para os olhos e proporcionando ajuste quase infinito de ângulo. Ao fechar, o teclado protege a parte frontal do dispositivo, como uma capa comum. Realmente, uma bela obra de design da equipe da Maçã.

Magic Keyboard para iPad Pro

Aos interessados, o Magic Keyboard para iPad Pro custará R$2.600 (para o modelo de 11 polegadas) e R$3.000 (para o modelo de 12,9 polegadas), sendo compatível também com a geração anterior dos modelos Pro. A previsão de disponibilidade é para maio próximo.

O que fica igual

Todo o resto permanece inalterado: o design dos aparelhos (com exceção das câmeras traseiras, claro), tela, peso, bateria, alto-falantes, Face ID, porta USB-C e suporte ao Apple Pencil de segunda geração.

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O que acharam? Boas novidades ou uma geração que pode ser pulada? Deixem seus comentários, dúvidas, elogios e críticas logo abaixo.

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