Produção em massa do “iPhone 12” pode ter sido adiada

Conceito do "iPhone 12"
Conceito do "iPhone 12"

As previsões para o lançamento da próxima geração do iPhone estão um tanto nebulosas: num momento, tudo está normal, mesmo com a pandemia do Coronavírus (COVID-19) assolando o mundo; em outro, o surto de fato fará um “estrago” no cronograma da empresa, podendo atrasar a chegada do “iPhone 12” ao mercado. Agora, foi a vez da Reuters de dar o seu pitaco sobre o assunto.

De acordo com a agência de notícias, as fábricas parceiras da Maçã na China já estão operando normalmente, mas por conta do surto, ela questiona se a companhia conseguirá ter mercado para a nova leva de iPhones (11, 11 Pro e 11 Pro Max) que está sendo produzida após a parada por conta do fechamento do país. E não apenas isso: questiona também se teremos demanda para o “iPhone 12”, possivelmente o primeiro modelo da empresa com suporte a redes 5G.

Segundo uma fonte da agência (um executivo sênior envolvido em um dos grandes contratos da Apple com fabricantes), o pedido da Maçã para o trimestre que termina agora em março foi reduzido em 18% se comparado ao mesmo período de 2019; paralelamente, o aumento da produção do “iPhone 12” foi adiado — embora a Reuters “se proteja” dessa afirmação, dizendo também ser possível que tudo seja lançado no período de sempre (ou seja, em setembro/outubro).

Uma das principais fornecedoras de displays da Apple está se preparando para uma redução como essa. A empresa previa fornecer 70 milhões de telas para iPhone neste ano, mas agora está considerando diminuir essa meta em 17%, para 58 milhões de unidades. Essa mesma empresa também quer reduzir a força de trabalho nas suas linhas de produção destinadas à Apple que ficam no Vietnã, onde displays são montados antes de serem enviados à China para serem finalmente colocados nos iPhones.

Ainda segundo a fonte da Reuters, ninguém mais na China está comentando a capacidade de produção ou escassez de componentes; a pergunta, agora, é se os Estados Unidos e a Europa terão demanda suficiente, já que ambos estão começando a sofrer as consequências econômicas do surto.

Obviamente, a Apple ainda pode ter que lidar com escassez no fornecimento de componentes e peças provenientes de outros países (como o próprio Vietnã e a Malásia) por conta das restrições nesses locais envolvendo o Coronavírus.

A Apple — quer dizer, basicamente qualquer empresa global que vende produtos como ela — já esperava esse baque nas suas finanças. Quando o surto da COVID-19 começou a se espalhar, a empresa emitiu um comunicado para a imprensa informando que não baterá sua meta de receita para o próximo trimestre fiscal — sem dar uma nova projeção. Resta agora saber como serão os próximos trimestres…

via AppleInsider

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