Como muitos devem ter acompanhado, o Zoom, serviço de reuniões online e videoconferência, foi amplamente criticado nos últimos dias por conter uma série de problemas de privacidade, entre eles envio de dados dos usuários para o Facebook, declarações falsas de criptografia de ponta a ponta e acesso indevido à câmera e ao microfone de dispositivos.

Apesar disso, o app atraiu uma tonelada de novos usuários devido às medidas de distanciamento social adotadas durante a pandemia do Coronavírus (COVID-19) — mais precisamente, a empresa alcançou 200 milhões de usuários ativos diariamente na semana passada.

Claro que toda essa visibilidade e as crescentes acusações contra o serviço exigiriam uma resposta do Zoom, a qual tardou, mas chegou: ontem, o CEO1 da empresa, Eric Yuan, publicou uma nota na qual aborda algumas das preocupações relacionadas ao serviço.

Nas últimas semanas, apoiar esse afluxo de usuários tem sido uma tarefa tremenda e nosso único foco. No entanto, reconhecemos que não atingimos as expectativas de privacidade e segurança da comunidade — e as nossas. Por isso, sinto muito e quero compartilhar o que estamos fazendo sobre isso.

Segundo o executivo, a “adoção em grande escala [do Zoom] levou a problemas imprevistos” — porém vale lembrar que alguns problemas de privacidade já ocorriam antes mesmo da adoção em larga escala do app.

Não projetamos o produto com a previsão de que, em questão de semanas, todas as pessoas no mundo de repente trabalhariam, estudariam e socializariam em casa. Agora, temos um conjunto muito mais amplo de usuários que estão utilizando nosso produto de inúmeras maneiras inesperadas, apresentando-nos desafios que não prevíamos quando a plataforma foi concebida.

De acordo com o executivo, nos próximos 90 dias, o Zoom aprovará um “congelamento de recursos”, o que significa que a empresa não desenvolverá nenhuma novidade até corrigir todos os problemas de funcionalidade atuais.

Nesse sentido, o serviço contará com ajuda de especialistas terceirizados e usuários do Zoom para “entender e garantir a segurança de todos os consumidores”. Eles também planejam preparar um relatório de transparência para lidar com solicitações de dados, registros e conteúdo.

Yuan também ressaltou o que já foi feito para garantir a segurança dos usuários. Entre essas medidas, ele afirma que o app já removeu o SDK2 do Facebook, além de um recurso controverso que permitia visualizar se a janela do Zoom estava em foco durante uma ligação. A empresa também corrigiu algumas vulnerabilidades e atualizou sua política de privacidade.

Apesar disso, o serviço ainda terá um longo caminho para percorrer, não só para corrigir os problemas supracitados mas para retomar a confiança de clientes corporativos — os quais estão reconsiderando o uso do Zoom após as denúncias de falta de privacidade.

Vamos torcer para que tudo seja corrigido o quanto antes!

via TechCrunch

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