Mais de 3,5 milhões de usuários já baixaram aplicativos “fleeceware” na App Store Saiba como evitar (mais) esse tipo de golpe

Você talvez nunca tenha ouvido falar no termo fleeceware, mas certamente já se deparou — ou ao menos leu sobre — algum aplicativo malicioso que aplica esse tipo de golpe.

Basicamente, são apps anônimos (isto é, de desenvolvedores desconhecidos ou obscuros) e gratuitos para baixar que oferecem um serviço pago por meio de assinatura, com um período de testes gratuito; ao fim desse período, eles cobram um valor astronômico do usuário, aproveitando-se da desatenção (ou da falta de experiência) de consumidores que esquecem de desativar a assinatura em questão.

Nós já avisamos sobre alguns desses aplicativos e falamos, também, de uma novidade introduzida pela Apple para evitar esse tipo de golpe. Infelizmente, entretanto, parece que ela não morreu — muito pelo contrário.

Uma pesquisa recente da firma de segurança britânica Sophos mostrou que, só nos últimos meses, mais de 3,5 milhões de usuários baixaram aplicativos fleeceware na App Store dos Estados Unidos. Pior: esses desenvolvedores desonestos geraram mais de US$4,5 milhões em receita com a prática.

Os pesquisadores detectaram mais de 30 apps do tipo na loja de aplicativos da Maçã — a maioria deles em categorias como horóscopos, leitores de mãos, scanners de códigos de barras e aplicativos de edição de fotos (como aqueles que lhe mostram como você ficará quando envelhecer ou em outro gênero). Isto é, aplicativos muito baixados por usuários menos experientes, como mais jovens ou idosos, as principais vítimas dos golpes. Muitos dos aplicativos, inclusive, contam com divulgação maciça no Instagram e no TikTok.

Um dos apps detectados pela pesquisa, o Zodiac Master Plus, estava até recentemente listado como o 11º aplicativo de maior receita na App Store dos EUA (após a publicação da pesquisa, ele foi removido da loja); de acordo com dados da Sensor Tower, ele gerou mais de US$500 mil em receita somente nos últimos meses.

A maioria dos apps em questão oferecem períodos gratuitos de três ou sete dias; após esse tempo, eles passam a cobrar taxas que vão desde US$9 por semana a até US$30 por mês — o que pode gerar, ao final de um ano, um rombo de até US$468 no cartão de crédito de um usuário desavisado.

Como evitar

Se você tem alguma experiência no mundo digital, é improvável que caia num golpe desse tipo; ainda assim, é sempre uma boa ideia verificar as suas assinaturas ativas na App Store — bem como as de seus entes queridos, especialmente os mais jovens e idosos.

Para fazê-lo, basta seguir esses passos:

  1. No iPhone ou iPad, abra os Ajustes.
  2. Toque no seu nome, no topo da tela.
  3. Toque em “Assinaturas” e verifique a lista, identificando possíveis serviços que você não use ou não reconheça. Caso haja algum, toque nele e o cancele — caso a opção “Cancelar” não esteja visível, é porque você já cancelou aquela assinatura e ela desaparecerá após o período de cobrança atual.

Fiquemos atentos, portanto! 👁

via ZDNet

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