Review: Base Station (da Nomad) é uma das bases carregadoras sem fio mais completas do mercado

Eu já falei aqui algumas vezes que não sou muito fã de carregamento sem fio. A ideia de simplesmente colocar o telefone em cima de uma base facilmente é ótima, mas o contra de não poder usar o celular enquanto ele está sendo carregado, para mim, é ruim.

Esse ponto fraco que é determinante para mim, contudo, se esvazia quando estamos falando de um acessório para a cabeceira da cama, para ser utilizando apenas quando estou indo dormir. Se a sua linha de raciocínio é parecida com a minha, eu tenho uma ótima indicação para você: a Base Station, da Nomad.

Base Station, da Nomad

Em um só acessório, temos a possibilidade de recarregar o iPhone, o Apple Watch e os AirPods (desde que eles tenham um estojo de recarga sem fio). E os pontos fortes da Base Station já começam aí, pois ela é literalmente um tudo-em-um: você não precisa utilizar o seu cabo carregador do Watch, como muitos acessórios que contam com um espaço dedicado mas que precisam necessariamente do cabo original encaixado ali; a estação de recarga tem um local próprio para isso.

Como ela tem esse espaço fixo, você tem duas opções para recarregar o iPhone: “em pé”, do lado direito — que se torna a única opção caso você também tenha os AirPods — ou “deitado”, ocupando o “tapete” inteiro.

O carregamento sem fio oferece até 10W de potência, mas o iPhone aceita no máximo 7,5W. Isso significa que, se você estiver completamente sem bateria, vai demorar bastante para ele atingir 100%. Mas se você pretende fazer como eu e usar a Base Station à noite, então não precisa se preocupar com isso. Você sempre acordará com ele devidamente recarregado.

Base Station, da Nomad

No “tapete”, são três bobinas para carregamento e cada uma delas conta com uma luz de LED na parte frontal da Base Station; ao utilizar uma das bobinas, a luz acende para você saber que tudo está funcionando e a recarga está sendo realizada. O cuidado é tanto que esse o acessório conta com uma sensor de luz ambiente e esses LEDs ficam mais esmaecidos à noite, na hora de dormir, para não atrapalhar o seu sono. 👏🏼

Base Station, da Nomad

Mas não para por aí, pois, além das bobinas, na parte traseira temos uma porta USB-A (7,5W) e uma USB-C PD (18W). Então, na verdade, dependendo do seu apetite, é possível recarregar até cinco aparelhos de uma vez só! No meu caso, aqui, nunca nem precisei usar essas portas traseiras pois as opções sem fio já me atendem muito bem.

Base Station, da Nomad

Eu particularmente acho a Base Station incrível! Tenho apenas duas ressalvas a fazer sobre ela: quando eu recarrego o iPhone “em pé”, do lado direito, muitas vezes preciso ficar tentando achar a posição certa para que a recarga comece — isso é algo que a Apple queria resolver com o AirPower, ao colocar dezenas de bobinas, permitindo posicionar o dispositivo em qualquer lugar para que ele seja recarregado. Ou seja, você precisa se atentar a isso para ter certeza de que, pela manhã, terá seu iPhone recarregado.

A outra reclamação não necessariamente tem ligação com a Base Station em si: eu tenho os AirPods Pro e, ao colocá-los no “tapete”, a recarga simplesmente começa e depois para; minutos depois, começa novamente e para. Como eu percebi isso? Justamente pelo LED na parte da frente da base, que fica acendendo e apagando…

Parece ser um problema da base, né? Mas, ao colocar os AirPods de segunda geração, nada disso acontece. Em contato com a Nomad, eles informaram que alguns usuários de AirPods Pro também reclamaram disso — não apenas usando com a Base Station, mas com outros carregadores sem fio também. Eles então sugeriram redefinir os AirPods Pro. Mesmo fazendo isso, nada feito aqui — veremos se uma atualização de firmware dos fones de ouvido consiga ajudar, já que tanto a Nomad quanto outras fabricantes parceiras da Apple (integrantes do programa MFi) devem ter repassado esses feedbacks para a Apple.

Apesar disso, recomendo a Base Station de olhos fechados! Ela está à venda no site oficial da Nomad ou na Amazon americana, por US$150.

Rugged Case

O que mais existe no mundo Apple são cases. Ainda assim, as de qualidade são exceções, sem dúvida. A Rugged Case, da Nomad, faz parte desse seleto grupo.

Simples e minimalista, ela é feita de policarbonato de alta qualidade e, nas bordas, conta com elastômeros termoplásticos para proteger o iPhone contra quedas (não importando o ângulo do acidente). Ele é ainda envolta em couro flexível Horween que, com o tempo, desenvolve um padrão visual (aquele desgaste natural) bem bonito — para quem curte esse tipo de material, obviamente.

Na minha opinião, não existe nada igual a usar um iPhone sem case e sem película. É uma experiência muito mais satisfatória. Só que, com os preços dos smartphones atualmente, é simplesmente inviável fazer isso e correr o risco de o aparelho se destruir na primeira queda e você ser obrigado a gastar uma fortuna para consertá-lo.

Mesmo sendo relativamente fina (para o nível de proteção que ela oferece), a case acaba deixando o aparelho maior e mais robusto — não tem jeito… Mas se você está procurando um acessório que protege, simples, elegante, de qualidade e com um visual de couro, recomendo a Rugged Case de olhos fechados!

Ela está saindo por US$50 tanto no site oficial da Nomad quanto na Amazon americana, com modelos disponíveis para basicamente todas as últimas gerações de iPhones (cores marrom e preta). Para quem curte, há ainda um modelo Folio e outro Tri-Folio (aquelas cases que fecham, como uma carteira).

Slim Wallet e Passport Wallet

Por fim, temos um produto diferente mas que atualmente faz muito sentido — tanto sentido que a própria Apple entrará nesse mercado. Não me refiro às carteiras em si, mas no acessório que compõem essas carteiras da Nomad.

Falando especificamente da Slim Wallet e da Tradicional Passport Wallet, são duas carteiras de couro muito bonitas, de qualidade, para você colocar seus cartões e documentos. Enquanto um acessório é feito para o dia a dia, o outro é, como o próprio nome indica, para viagens.

O diferencial de ambos é que eles contam com um espaço dentro deles dedicado a um rastreador da Tile.


Ícone do app Tile - Find lost keys & phone

Tile - Find lost keys & phone

de Tile, Inc.

Compatível com iPadsCompatível com iPhonesCompatível com Apple Watches
Versão 2.66.0 (158.8 MB)
Requer o iOS 12.0 ou superior

E o acessório funciona muito bem. Após configurar tudo pelo app Tile, você tem duas opções: rastrear a carteira pelo app (seja olhando no mapa ou fazendo com que o Tile emita um som) ou pressionar o próprio Tile para que o iPhone emita um som e você encontre ele. 😊

Rastreador Tile

É claro que, se você deixar a sua carteira em um local e sair de lá sem prestar atenção, não adianta querer encontrá-la emitindo. Se você se distanciar muito da carteira, essa conexão é quebrada. Mas pelo app, você tem o histórico da localização dela, incluindo a última registrada.

Caso queria, pode assinar o serviço da Tile (R$10 por mês) e ter acesso a alertas para evitar sair de casa (por exemplo) sem a sua carteira.

Todo esse cenário, é claro, pode ser transportado para a Passport Wallet quando você estiver viajando. É importante frisar que você precisa necessariamente de conexão celular no seu iPhone durante a viagem, para que tudo isso funcione.

Deixando esse recurso de rastreamento de lado, as carteiras da Nomad são — como os outros acessórios avaliados — de ótima qualidade. A Slim Wallet tem espaço para até 12 cartões (sendo um deles de fácil acesso, “do lado de fora” da carteira) e cabe facilmente no seu bolso. Já a Passport Wallet tem espaço para um passaporte e dez cartões. As duas carteiras contam com um bolso invisível que esconde o Tile. 😉

A Slim Wallet custa US$80 (com o rastreador Tile) ou US$60 (sem o rastreador) e está disponível nas cores marrom e preta — também na loja oficial da Nomad e na Amazon americana. Já a Passport Wallet custa US$100 (com o acessório) e US$60 (sem), igualmente disponível no site oficial e na Amazon americana.

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