Em reunião, Tim Cook afirma estar otimista com futuro da Apple e diz que lançamentos não serão comprometidos

Tim Cook

Em tempos de incertezas, é interessante ouvir palavras reconfortantes. Isso vale para qualquer um, inclusive empregados e consumidores da Apple. E foi pensando nisso que a gigante de Cupertino realizou ontem uma reunião virtual, com participação dos seus principais executivos e funcionários de todos os níveis, do mundo inteiro.

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De acordo com a Bloomberg1, a Maçã tratou de questões relacionadas à pandemia do Coronavírus (COVID-19), isolamento social, trabalho remoto e a quase certa crise econômica que virá nos próximos meses ou anos; empregados puderam, também, fazer perguntas aos executivos da empresa e compartilhar informações sobre suas situações pessoais.

Tim Cook, como não poderia deixar de ser, foi o centro das atenções na reunião: o CEO2 da Apple classificou o atual momento como “incerto e estressante”, notando que a empresa “não é imune às tendências da economia global”. Apesar disso, Cook afirmou estar confiante de que a Maçã passará pela crise e encontrará ainda mais força depois dela:

Se nós continuarmos focando no que fazemos de melhor, se continuarmos investindo, se gerenciarmos nossos negócios sabiamente e fizermos decisões colaborativas, se cuidarmos das nossas equipes, se nossas equipes cuidarem dos seus trabalhos… eu não vejo nenhuma razão para não sermos otimistas.

Cook citou dois momentos anteriores de crise: primeiramente, a crise própria da Apple no fim dos anos 1990, quando a empresa chegou muito perto da falência e foi salva no último minuto por Steve Jobs e sua turma; depois, a crise econômica de 2008, que afetou o mundo inteiro — Maçã incluída. Em ambos os casos, a companhia “respondeu” ao momento com produtos revolucionários, lembrou Cook: o iMac, em 1998, e o iPad, em 2010. A era pós-COVID-19 também será assim, de acordo com o CEO (alô, Apple Glasses?).

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Ao ser questionado sobre possíveis cortes de empregos, Cook afirmou que a Apple tem uma “posição financeira forte o suficiente” para continuar pagando seus empregados do varejo durante o fechamento das lojas; apesar disso, ele preferiu não compartilhar certezas, afirmando que a prioridade é fazer o planejamento estratégico a longo prazo:

Eu não direi que a Apple não será impactada.

No momento, os funcionários de varejo da Maçã estão tendo treinamentos virtuais e realizando reuniões online, preparando-se para um possível retorno ao trabalho em breve; não houve, na reunião, um prospecto concreto de quando as lojas da empresa reabrirão, mas estima-se que as Apple Stores nos Estados Unidos poderão voltar a funcionar já no próximo mês.

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Apple Fifth Avenue fechada por conta da pandemia de Coronavírus | Imagem: wshu

Quanto aos demais funcionários, o trabalho continua na modalidade de home office; quando os escritórios reabrirem, a Maçã implementará políticas de checagem de temperatura e distanciamento social para evitar novos casos de infecção. Segundo Cook, há possibilidade de a Apple fazer testes de COVID-19 nos empregados, mas ainda não há planos concretos nesse sentido.

Os executivos da empresa também compartilharam um prospecto positivo sobre futuros produtos: de acordo com Cook, o cronograma de lançamentos da empresa não será abalado pela pandemia. O CEO citou o lançamento recente dos novos iPads Pro, MacBooks Air e do novo iPhone SE como prova desse comprometimento.

O COO3 Jeff Williams complementou, afirmando que o momento mostra a importância dos projetos de saúde da Maçã e prometendo que as iniciativas da empresa nesse campo “não ficarão limitados ao pulso”. Williams afirmou, ainda, que a empresa está trabalhando para levar o recurso de ECG do Apple Watch a mais países o mais rápido possível (alô, ó nóis aqui!).

Boas notícias, portanto — veremos se o tempo as provará sensatas.

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