Novo MacBook Pro de 13″: o que muda, o que permanece igual e o que ficou faltando São duas gerações em uma, basicamente

Depois de alguns meses de espera, eis que a Apple atualizou hoje o MacBook Pro de 13 polegadas — o último modelo da sua linha de portáteis que ainda não tinha recebido o Magic Keyboard. Só tem um problema: muita gente torceu o nariz para o upgrade, considerando-o insignificante e preguiçoso por parte da Apple.

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Sim, é bem verdade que a Maçã foi conservadora ao realizar os melhoramentos no Pro de 13″. Ainda assim, há algumas mudanças importantes na linha — e, talvez ainda mais importante, algumas diferenças relevantes dentro da própria família.

E é exatamente para isso que estamos aqui: destacar tudo o que há de novo, tudo o que permanece igual e tudo aquilo em que você deve se atentar antes de comprar o seu novo MacBook Pro. Vamos lá?

Magic Keyboard

A primeira mudança do novo MacBook Pro de 13″ é a mais óbvia: sai o problemático teclado com mecanismo do tipo borboleta e entra (ou, melhor dizendo, volta) o tradicional teclado com mecanismo tesoura — agora chamado de Magic Keyboard. Na prática, isso significa que você terá teclas ligeiramente mais macias, com sensação tátil aprimorada, mais silenciosas e mais confiáveis.

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Touch Bar do novo MacBook Pro de 13 polegadas

O Magic Keyboard também trouxe algumas diferenças de layout nas teclas: assim como no MacBook Pro de 16″, temos aqui uma tecla Esc física à esquerda da Touch Bar (que, por conta disso, foi ligeiramente encurtada). No canto inferior direito do teclado, as setinhas direcionais voltaram ao esquema antigo, onde todas têm a mesma altura e formam um “T” invertido, muito mais amigável do ponto de vista da usabilidade tátil.

Com a transição, vale notar também que os novos MacBooks Pro de 13″ não fazem parte do programa de reparos para teclados — a cobertura, afinal de contas, vale apenas para os modelos dotados de teclados ruins borboleta.

Processadores

Aqui, nota-se um dos pontos mais importantes da atualização: efetivamente, a Apple tem duas “gerações” de MacBooks Pro de 13″ à venda ao mesmo tempo — ou, mais precisamente, duas gerações completamente distintas de processadores numa mesma família de laptops.

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Para entender melhor, veja abaixo as principais características dos quatro modelos “padrão” do novo MacBook Pro de 13″ oferecidos pela Apple:

  • Modelo de entrada: processador Intel Core i5 (8ª geração) de quatro núcleos e 1,4GHz (Turbo Boost até 3,9GHz), Intel Iris Plus Graphics 645, 8GB de RAM, SSD de 256GB e duas portas Thunderbolt 3.
  • Modelo intermediário de entrada: processador Intel Core i5 (8ª geração) de quatro núcleos e 1,4GHz (Turbo Boost até 3,9GHz), Intel Iris Plus Graphics 645, 8GB de RAM, SSD de 512GB e duas portas Thunderbolt 3.
  • Modelo intermediário: processador Intel Core i5 (10ª geração) de quatro núcleos e 2GHz (Turbo Boost até 3,8GHz), Intel Iris Plus Graphics, 16GB de RAM, SSD de 512GB e quatro portas Thunderbolt 3.
  • Modelo topo-de-linha: processador Intel Core i5 (10ª geração) de quatro núcleos e 2GHz (Turbo Boost até 3,8GHz), Intel Iris Plus Graphics, 16GB de RAM, SSD de 1TB e quatro portas Thunderbolt 3.

Em outras palavras, os dois primeiros modelos ainda trazem a mesma geração de processadores Intel (a oitava, “Coffee Lake”) que equipava os modelos anteriores do MacBook Pro de 13″ — tratam-se, portanto, das mesmas máquinas vendidas anteriormente, com a diferença somente no teclado.

Os dois modelos mais caros, por outro lado, representam uma atualização “real”: eles fazem o upgrade para a décima geração (“Ice Lake”) de processadores Intel — a mesma que já equipa os novos MacBooks Air, mas em modelos mais velozes — e RAM melhorada, também (veja mais a seguir).

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Ou seja: se você quiser adquirir uma máquina realmente nova, deverá investir em um dos dois modelos mais caros do novo MacBook Pro de 13″, os que têm quatro portas Thunderbolt 3 — e que partem de US$1.800 (ou R$21.800, no Brasil).

As diferentes gerações de processadores, além das óbvias variações de performance que veremos entre as máquinas, também trazem algumas limitações práticas para os modelos mais baratos do novo MacBook Pro. Como por exemplo…

Suporte ao Pro Display XDR

…o fato de que apenas os modelos com quatro portas Thunderbolt 3 suportam nativamente o Pro Display XDR. Os dois modelos mais baratos, por contarem com processadores mais antigos, não conseguem se conectar ao monitor profissional da Apple — a não ser que você conecte os computadores a uma GPU externa.

Pro Display XDR

Considerando que os MacBooks Air, mais baratos, conseguem conectar-se ao Pro Display XDR… bom, essa parece ser uma escolha deveras estranha por parte da Apple. 🤔

Gráficos

Todos os modelos do MacBook Pro de 13″ continuam tendo gráficos integrados ao processador — trata-se da tecnologia Iris Plus, da Intel. Entretanto, por termos duas gerações diferentes de chips em versões da máquina, há algumas diferenças práticas.

Os modelos com duas portas Thunderbolt 3 continuam com a mesma conectividade da geração anterior: é possível plugá-los a um monitor 5K ou a dois monitores 4K simultaneamente (todos a 60Hz). Já os modelos com quatro portas podem ser conectados a um monitor 6K ou a dois monitores 4K (tudo, também, a 60Hz).

Para medições mais “práticas” de performance gráfica, teremos de aguardar os primeiros benchmarks com as novas máquinas — ainda que a Apple prometa ganhos de até 80% nos modelos com chips de 10ª geração.

Armazenamento

Graças aos céus, a Apple parece ter percebido que 128GB é uma capacidade exígua mesmo para os usuários mais comedidos: os novos modelos do MacBook Pro de 13″ partem dos 256GB, podendo chegar a até 4TB de armazenamento — anteriormente, as configurações personalizadas chegavam a, no máximo, 2TB.

RAM

Os modelos de entrada continuam com 8GB de RAM, mas agora, as versões com quatro portas Thunderbolt 3 já partem com 16GB de memória. Para esses modelos com os novos processadores Intel, é possível fazer uma configuração personalizada com até 32GB de RAM — os modelos com processadores antigos ainda ficam limitados a 16GB.

Há, ainda, uma diferença considerável no tipo de memória: os MacBooks Pro com duas portas Thunderbolt 3 contam com pentes LPDDR3 de 2.133MHz, os mesmos da geração anterior; já as máquinas com quatro portas, por conta dos processadores mais novos, são equipadas com RAM LPDDR4X de 3.733MHz — muito mais rápidas e capazes de resistir por mais anos no cruel curso do tempo.

Tamanho e peso

Assim como os MacBooks Air há algumas semanas, os novos MacBooks Pro de 13″ ganharam alguns gramas e alguns décimos de milímetros nas suas medidas: os novos modelos pesam 1,4kg (30g a mais que seus antecessores) e têm 15,6mm de espessura (contra 14,9mm dos anteriores) — tudo por conta, presumivelmente, do novo Magic Keyboard.

As demais dimensões (largura e comprimento) permanecem inalteradas.

Áudio

A configuração dos alto-falantes embutidos permanece a mesma, mas agora eles trazem suporte à tecnologia Dolby Atmos. Da mesma forma, temos os mesmos três microfones da geração anterior, mas agora, de acordo com a Apple, eles são do tipo beamforming direcional — o que provavelmente renderá uma captação de áudio mais apurada e limpa (vamos aguardar os testes, de qualquer forma).

Ainda temos, aleluia, uma saída de 3,5mm para fones de ouvido.

O que permanece igual (e o que queríamos ver)

Se as mudanças do novo MacBook Pro de 13″ são discretas, sobressaem-se as semelhanças — e, portanto, aquilo que nós gostaríamos de ver e que não chegou.

Tela Retina do novo MacBook Pro de 13 polegadas

A começar pela tela: temos aqui o mesmíssimo painel IPS Retina de 13,3″ com resolução de 2560×1600 pixels, suporte à ampla gama de cores P3 e à tecnologia True Tone. Ninguém contestará que é uma tela fantástica, uma das melhores do segmento, mas os rumores indicavam que a Apple poderia fazer o salto para 14″ (com bordas menores) nessa geração — algo que, por qualquer motivo (Coronavírus, talvez?), ainda não ocorreu.

A bateria também não mudou: são células de 58Wh ou 58,2Wh, ainda capazes de alimentar os computadores por 10 horas longe da tomada (segundo a Apple). O carregador continua sendo USB-C, com 61W de potência.

Ainda temos aqui suporte a redes Wi-Fi 802.11ac, sem nada de suporte ao Wi-Fi 6; a câmera FaceTime HD ainda captura os mesmíssimos (e poucos) 720p.

Os preços das quatro versões oferecidas também não mudou, ao menos nos EUA: o modelo mais barato sai por US$1.300, enquanto o mais caro custa US$2.000 — versões com configurações personalizadas podem ultrapassar bastante esse valor, claro. E, como notamos nesse artigo, os preços sofreram (mais) um reajuste no Brasil, por conta da alta do dólar.

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Com todas as diferenças e semelhanças devidamente explicadas, agora jogamos a bola para vocês: o upgrade vale a pena? Deixem suas opinões logo abaixo.

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